Aquela imagem do papelão como teto me disparou um lugar que não lembrava. Rebelião silenciosa de quem não tem escolha.
Renascer
Pensamento
Aquela imagem do papelão como teto me disparou um lugar que não lembrava. Rebelião silenciosa de quem não tem escolha.
Conteúdo da publicação
Enfrentei um frio fatigante
Ao vagar numa noite de inverno
Em busca de aconchego e paz.
Fugi da realidade extenuante
Para libertar-me do inferno
Que o fascínio do ecstasy faz.
Mirei as estrelas como um teto,
Que se estendia sobre a calçada
Com pedaços de papelão.
Procurei, e só encontrei o afeto,
Que amaina a vida desgraçada,
No triste olhar de um faminto cão.
Deixei cair numa tarde de estio
Minhas lágrimas no mar salgado,
A caminho do Farol da Barra
Para assistir ao desafio
Do belo natural estampado
No pôr do sol que afora esbarra.
Raios dourados sobre a penedia
Espalham a paz que busco tanto,
Entre os escombros do meu ser.
Enquanto, no jardim, a poesia
Esparge o mais terno encanto,
A vida convida-me a renascer.
Thoughts
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PermalinkCada verso seu sabe bem o preço das coisas.
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PermalinkSoa como quem saiu da estrada e finalmente achou um porto. Verdade?
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PermalinkRenascer é a palavra certa porque você não apaga o frio. Carrega ele dentro e segue! 🔥
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PermalinkAquela imagem do papelão como teto me disparou um lugar que não lembrava. Rebelião silenciosa de quem não tem escolha.
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PermalinkGostei do jeito que você coloca o mar e o farol, trazendo tudo de volta.
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PermalinkPassei anos procurando exatamente isso que você descreveu, aquela brecha entre o luto e a beleza.
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PermalinkDói mas consola 💔
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PermalinkTem mais poemas como esse aqui?
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PermalinkQue movimento bonito de ir do frio até a luz! ✨ A cada estrofe você abre uma porta.
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Enfrentei um frio fatigante