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QUEM TE DEU O DIREITO? Pergunta Respondida
Pensamento
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QUEM TE DEU O DIREITO?
[Intro — voz baixa, beat sombrio]
Yeah…
Tem gente que não suporta ver outro de pé,
precisa diminuir alguém pra provar quem é.
Não basta vencer,
tem que humilhar.
Não basta falar,
tem que inventar.
E quando a mentira vira verdade na boca da multidão…
quem sofre é quem nunca teve direito de escolher a versão.
[Verso 1]
Entrei pela porta tentando só estudar,
mas tinha gente mais preocupada em me julgar.
Criaram uma história, começaram a espalhar,
quanto mais repetiam, mais queriam acreditar.
Fato virou boato, boato virou sentença,
ninguém procura a verdade, só procuram aparência.
Um fala pro outro, o outro aumenta a versão,
e quando chega em mim já virou condenação.
“Ele é estranho.”
“Ele é diferente.”
“Ele não se encaixa com essa gente.”
Mas quem te deu o direito de decidir quem eu sou?
Quem te deu o direito de dizer pra onde eu vou?
Você conhece meu caminho? Conhece minha história?
Ou só conhece a versão que alimenta sua memória?
Querem parecer grandes pisando em quem caiu,
mas ninguém é gigante só porque alguém diminuiu.
Se precisa destruir pra conseguir se destacar,
talvez o problema nunca tenha sido quem tentaram apagar.
[Pré-Refrão]
Falam de mim, mas não falam comigo,
criam inimigo sem motivo.
Publicam, comentam, compartilham a versão,
mas ninguém publica o peso dentro do coração.
[Refrão]
Quem te deu o direito de apontar?
Quem te deu o direito de condenar?
Quem te deu o direito de inventar
uma história que você nunca viveu pra contar?
Mentira vira fama, fofoca vira lei,
quem grita mais alto parece ter mais vez.
Mas eu não vou cair na armadilha da pressão,
minha verdade não depende da opinião da multidão.
Vocês querem me ver no chão?
Eu vou continuar de pé.
Querem escrever meu fim?
Eu escrevo o que eu quiser.
Não sou aquilo que inventaram sobre mim.
Minha história não termina na boca de quem fala assim.
[Verso 2]
Tem gente que se acha melhor porque tem aprovação,
mas confunde popularidade com razão.
Tem grupo, tem plateia, tem gente pra concordar,
mas quando a verdade chega, quem vai testemunhar?
É fácil ser valente quando está todo mundo junto,
difícil sustentar mentira quando aparece o assunto.
Um aponta, outro ri, outro finge que não viu,
e aquele que sofreu é chamado de hostil.
Olha a inversão, olha a contradição:
quem espalha a história posa de vítima na situação.
Quem machuca se esconde atrás de reputação,
quem tenta se defender recebe acusação.
E assim nasce a injustiça dentro de um corredor:
não é sobre quem é certo, é sobre quem tem mais voz.
Mas eu aprendi cedo, olhando tudo de frente:
nem sempre maioria significa que está certa essa gente.
[Verso 3 — mais acelerado]
Mentira sobre mentira,
ferida sobre ferida,
cada frase mal contada
vai mudando uma vida.
Comentário venenoso,
sorriso disfarçado,
todo mundo muito certo
sem ter visto o outro lado.
Fazem julgamento rápido,
sem prova, sem cuidado,
transformam um estudante
num personagem inventado.
E depois perguntam:
“Por que ele mudou?”
Porque ninguém permanece igual
quando o ambiente o esmagou.
Mas eu não vou devolver
ódio usando mais ódio,
vou transformar cada queda
em combustível pro meu próprio código.
Minha resposta é trabalho.
Minha resposta é evolução.
Minha resposta é não deixar
que decidam minha direção.
[Refrão]
Quem te deu o direito de apontar?
Quem te deu o direito de condenar?
Quem te deu o direito de inventar
uma história que você nunca viveu pra contar?
Mentira vira fama, fofoca vira lei,
quem grita mais alto parece ter mais vez.
Mas eu não vou cair na armadilha da pressão,
minha verdade não depende da opinião da multidão.
Vocês querem me ver no chão?
Eu vou continuar de pé.
Querem escrever meu fim?
Eu escrevo o que eu quiser.
Não sou aquilo que inventaram sobre mim.
Minha história não termina na boca de quem fala assim.
[Ponte — beat quase para]
E se amanhã ninguém lembrar do que disseram?
Tudo bem.
Porque eu vou lembrar
de quem eu escolhi ser
quando tentaram decidir isso por mim.
Não preciso destruir ninguém
pra provar meu valor.
Não preciso humilhar ninguém
pra mostrar minha força.
Porque quem realmente é forte
não precisa diminuir outro aluno
pra parecer maior.
[Verso 4 — pesado]
Você pode ter status, dinheiro, influência,
mas caráter não se compra com aparência.
Pode ter mil amigos, pode ter multidão,
mas número de pessoas não transforma erro em razão.
Pode contar sua versão em qualquer lugar,
pode fazer sua mentira parecer popular.
Mas existe uma coisa que ninguém consegue controlar:
o tempo revela aquilo que tentaram ocultar.
Então fala.
Comenta.
Inventa.
Compartilha.
Enquanto vocês gastam voz,
eu construo minha caminhada.
Cada mentira que lançaram virou aprendizado,
cada porta que fecharam me deixou mais preparado.
Não vou carregar pra sempre aquilo que me feriu,
vou deixar no passado tudo aquilo que não me definiu.
[Refrão Final — explosivo]
Quem te deu o direito de apontar?
Quem te deu o direito de condenar?
Quem te deu o direito de inventar
uma vida que você nunca parou pra conhecer de verdade?
Se acham superiores porque fizeram alguém cair,
mas grandeza de verdade é ajudar alguém a subir.
Podem falar meu nome, podem criar versão,
eu não entrego minha mente pra aprovação.
Se a escola é pra ensinar, então aprendam também:
ninguém é maior porque faz o outro se sentir menor.
Eu tentei ficar.
Eu tentei lutar.
Eu tentei entender.
Mas agora eu vou seguir
sem precisar convencer.
Porque minha história não pertence à multidão.
Pertence a mim.
[Outro — voz baixa]
Falar é fácil.
Inventar é fácil.
Julgar é fácil.
Difícil…
é olhar pra própria consciência
quando todo mundo vai embora.
Yeah…
Não sou a mentira que contaram.
Sou a verdade que continuo construindo.
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