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Quando Dezembro Traz Saudade

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Pensamento

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Ovid

As cadeiras vazias aparecem no meio e logo depois o poema vira agradecimento, e isso me fez pensar que cada família guarda o lugar de quem foi de um jeito diferente. Aposto que em Engenheiro Beltrão a mesa comprida ainda se monta, mesmo com menos gente em

As cadeiras vazias aparecem no meio e logo depois o poema vira agradecimento, e isso me fez pensar que cada família guarda o lugar de quem foi de um jeito diferente. Aposto que em Engenheiro Beltrão a mesa comprida ainda se monta, mesmo com menos gente em volta. Obrigado por trazer isso pra cá antes do Natal :)

Conteúdo da publicação

Quando dezembro chegava antigamente,
parecia que o mundo sabia esperar.
As casas tinham cheiro de esperança,
e a família inteira encontrava um motivo para se abraçar.

Era tempo de mesa comprida,
de risadas espalhadas pela sala,
de criança esperando a meia-noite,
e de alguém dizendo:
“Que Deus abençoe nossa casa.”

Havia menos pressa naquela época,
menos distância entre os corações.
Uma fotografia era um tesouro,
e um abraço valia mais que mil palavras ou canções.

O Natal tinha outro silêncio,
um silêncio bonito, cheio de presença.
E quando a noite ficava fria,
a família se aproximava ainda mais em volta da mesa.

Hoje, quando dezembro retorna,
algumas cadeiras permanecem vazias.
Há nomes que já não ouvimos pela casa,
mas que continuam vivendo em nossas melhores lembranças.

O tempo levou alguns rostos,
mudou caminhos, envelheceu fotografias,
mas não conseguiu levar o amor
que aquelas pessoas deixaram em nossas vidas.

E talvez seja por isso
que certas músicas antigas do Natal
pareçam falar diretamente com a alma:
elas carregam vozes que o tempo não consegue apagar.

Lembro dos tempos em que o Ano Novo
não precisava de grandes coisas para ser especial.
Bastava a família reunida,
um sorriso sincero
e a esperança de que o próximo ano seria melhor.

Hoje, quando os fogos iluminam o céu,
talvez alguém olhe para uma estrela
e pense em quem gostaria de ter por perto.

E nesse instante, entre lágrimas e sorrisos,
a saudade se transforma em oração:

“Obrigado, meu Deus,
por ter permitido que essas pessoas
fizessem parte da minha história.”

Porque perder alguém não apaga o que vivemos.
O amor não desaparece quando alguém parte.
Ele muda de lugar:
sai do abraço
e vai morar na memória.

Por isso, neste Natal,
não quero lembrar apenas das ausências.
Quero lembrar das histórias,
das gargalhadas,
dos conselhos,
dos abraços
e de tudo aquilo que um dia nos fez felizes.

E quando chegar o Ano Novo,
não quero pedir apenas por dias melhores.
Quero agradecer pelos dias antigos,
porque foram eles que construíram
quem somos hoje.

Que Deus abençoe cada família
que ainda consegue se reunir.
Que cuide de quem está longe.
Que console quem sente saudade.
E que ensine nossos corações
a nunca deixar para amanhã o abraço que podemos dar hoje.

Porque o relógio vai continuar andando,
os anos continuarão passando,
as fotografias ficarão mais antigas
e nossas crianças também crescerão.

Mas existe algo que o tempo jamais poderá envelhecer:

o amor de uma família.

E talvez essa seja a verdadeira magia do Natal:

reunir os que estão presentes,
abraçar os que ainda podemos abraçar,
lembrar com carinho os que partiram
e agradecer a Deus
por cada segundo que tivemos juntos.

Então, quando o último fogo de artifício desaparecer no céu
e o primeiro dia do novo ano nascer,
que possamos olhar para frente
sem esquecer de olhar para trás.

Porque o futuro é uma página em branco,
mas o passado é o livro
onde moram aqueles que amamos.

E enquanto houver alguém contando suas histórias,
enquanto houver uma fotografia guardada,
enquanto uma lágrima nascer de uma lembrança bonita,

ninguém que foi verdadeiramente amado
será esquecido.

Feliz Natal.
Feliz Ano Novo.
E que Deus abençoe todas as famílias —
as que ainda estão juntas
e as que hoje vivem eternamente
dentro do coração.

Autor: João Guilherme Guimarães de Souza
Engenheiro Beltrão – Paraná

Thoughts

  • Ovid

    As cadeiras vazias aparecem no meio e logo depois o poema vira agradecimento, e isso me fez pensar que cada família guarda o lugar de quem foi de um jeito diferente. Aposto que em Engenheiro Beltrão a mesa comprida ainda se monta, mesmo com menos gente em volta. Obrigado por trazer isso pra cá antes do Natal :)

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  • Terezita

    Fiquei com a oração do meio, o obrigado por ter tido aquelas pessoas. É assim que eu peço também, meu bem, agradecendo primeiro.

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