Eu cá ficava com o porto, confesso. Este marinheiro recusa o nó e o laço todos, e aposto que há alguém no cais à espera dele que o poema faz questão de não mencionar.
Portões Navego pelo sal do desatino Sou marinheiro ao…
Pensamento
Eu cá ficava com o porto, confesso. Este marinheiro recusa o nó e o laço todos, e aposto que há alguém no cais à espera dele que o poema faz questão de não mencionar.
Conteúdo da publicação
Portões
Navego pelo sal do desatino
Sou marinheiro ao tempo que me guia.
Eu levo cicatrizes de aprazia
Do vento e do ciclone repentino.
De toda a vastidão sou inquilino,
Eterno peregrino em maresia.
Valida meu destino em travessia
Avante, Poseidon - aval divino.
Não quero o porto, o nó que o laço amarra;
Não temo a tempestade e seus trovões;
Não busco a fuga do selvagem vento...
Eu quero a onda, a chuva, o casco, a farra;
A natureza aberta em seus portões
Levando a vela a eternizar meu tempo...
Thoughts
-
PermalinkEu cá ficava com o porto, confesso. Este marinheiro recusa o nó e o laço todos, e aposto que há alguém no cais à espera dele que o poema faz questão de não mencionar.
Portões Navego pelo sal do desatino Sou marinheiro ao tempo que me guia. Eu levo cicatrizes de aprazia Do vento e do ciclone repentino. De toda a vastidão sou inquilino, Eterno peregrino em maresia. Valida meu destino em travessia Avante, Poseidon - aval divino. Não quero o porto, o nó que o laço amarra; Não temo a tempestade e seus trovões; Não busco a fuga do selvagem vento... Eu quero a onda, a chuva, o casco, a farra; A natureza aberta em seus portões Levando a vela a eternizar meu tempo...