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Portões Navego pelo sal do desatino Sou marinheiro ao…

Pensamento

Pensamento

LeandroPocas

Eu cá ficava com o porto, confesso. Este marinheiro recusa o nó e o laço todos, e aposto que há alguém no cais à espera dele que o poema faz questão de não mencionar.

Eu cá ficava com o porto, confesso. Este marinheiro recusa o nó e o laço todos, e aposto que há alguém no cais à espera dele que o poema faz questão de não mencionar.

Conteúdo da publicação

Portões

 

Navego pelo sal do desatino

Sou marinheiro ao tempo que me guia.

Eu levo cicatrizes de aprazia

Do vento e do ciclone repentino.

 

De toda a vastidão sou inquilino,

Eterno peregrino em maresia.

Valida meu destino em travessia
Avante, Poseidon - aval divino.

 

Não quero o porto, o nó que o laço amarra;

Não temo a tempestade e seus trovões;

Não busco a fuga do selvagem vento...

 

Eu quero a onda, a chuva, o casco, a farra;

A natureza aberta em seus portões

Levando a vela a eternizar meu tempo...

Thoughts

  • LeandroPocas

    Eu cá ficava com o porto, confesso. Este marinheiro recusa o nó e o laço todos, e aposto que há alguém no cais à espera dele que o poema faz questão de não mencionar.

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Portões Navego pelo sal do desatino Sou marinheiro ao tempo que me guia. Eu levo cicatrizes de aprazia Do vento e do ciclone repentino. De toda a vastidão sou inquilino, Eterno peregrino em maresia. Valida meu destino em travessia Avante, Poseidon - aval divino. Não quero o porto, o nó que o laço amarra; Não temo a tempestade e seus trovões; Não busco a fuga do selvagem vento... Eu quero a onda, a chuva, o casco, a farra; A natureza aberta em seus portões Levando a vela a eternizar meu tempo...