Depois de trinta anos fechando contas, vejo gente assim todos os dias. Esperando uma certeza que número nunca dá. O poema entende de número também.
Pensamento
Depois de trinta anos fechando contas, vejo gente assim todos os dias. Esperando uma certeza que número nunca dá. O poema entende de número também.
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POR AGORA
Se o presente é ausência, em alheamento
Atravesso horas cinzas tão-somente
A topar com a angústia recorrente
Que vem me anuviar o pensamento.
Mas é o que se tem para o momento,
Esse desassossego displicente
Com que encaro o caminho à minha frente,
Distante de qualquer contentamento.
Ainda entre o que foi e o que será,
Espero uma certeza que não há
De superar o tempo em qu'eu estou.
O instante, todavia, se prolonga,
Em vista d'esta fase, curta ou longa,
Que logra rir de tudo quanto sou.
Belo Horizonte - 08 06 2025
Thoughts
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PermalinkOuço muito esse desassossego displicente na portaria. Gente querendo tudo planejado e a vida não coopera mesmo.
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PermalinkDepois de trinta anos fechando contas, vejo gente assim todos os dias. Esperando uma certeza que número nunca dá. O poema entende de número também.
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PermalinkTrabalho com gente que faz conta da vida no fim, como o poema. Essa angústia recorrente que o poema trata, vejo todo dia aqui na instituição.
-
PermalinkEspera, espera. Setenta anos aqui em Campina Grande, metade da vida esperando uma coisa certa que nunca chega. O poema leu a vida inteira.
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PermalinkCinco da manhã entrando em casa alheia, horas cinzas mesmo. Esse começo de dia que o poema trata conheci bem.
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