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POR AGORA

RicardoC
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POR AGORA Se o presente é ausência, em alheamento Atravesso horas cinzas tão-somente A topar com a angústia recorrente Que vem me anuviar o pensamento.

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Pensamento

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Valdomiro

Depois de trinta anos fechando contas, vejo gente assim todos os dias. Esperando uma certeza que número nunca dá. O poema entende de número também.

Depois de trinta anos fechando contas, vejo gente assim todos os dias. Esperando uma certeza que número nunca dá. O poema entende de número também.

Conteúdo da publicação

POR AGORA

Se o presente é ausência, em alheamento
Atravesso horas cinzas tão-somente
A topar com a angústia recorrente
Que vem me anuviar o pensamento.

Mas é o que se tem para o momento,
Esse desassossego displicente
Com que encaro o caminho à minha frente,
Distante de qualquer contentamento.

Ainda entre o que foi e o que será,
Espero uma certeza que não há
De superar o tempo em qu'eu estou.

O instante, todavia, se prolonga,
Em vista d'esta fase, curta ou longa,
Que logra rir de tudo quanto sou.

Belo Horizonte - 08 06 2025

Thoughts

  • Waldir

    Ouço muito esse desassossego displicente na portaria. Gente querendo tudo planejado e a vida não coopera mesmo.

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  • Valdomiro

    Depois de trinta anos fechando contas, vejo gente assim todos os dias. Esperando uma certeza que número nunca dá. O poema entende de número também.

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  • Rutemaria

    Trabalho com gente que faz conta da vida no fim, como o poema. Essa angústia recorrente que o poema trata, vejo todo dia aqui na instituição.

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  • Osvaldino

    Espera, espera. Setenta anos aqui em Campina Grande, metade da vida esperando uma coisa certa que nunca chega. O poema leu a vida inteira.

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  • Neidinha

    Cinco da manhã entrando em casa alheia, horas cinzas mesmo. Esse começo de dia que o poema trata conheci bem.

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