Aquele trecho da morte chegando, o coração na areia... tem resignação ali. Você vê reconstrução ou só apodrecimento?
Poesia - Coração de Plástico
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Aquele trecho da morte chegando, o coração na areia... tem resignação ali. Você vê reconstrução ou só apodrecimento?
Conteúdo da publicação
Poesia - Coração de Plástico
Seu coração é complexo,
Seu coração é armado,
Seu coração é submerso,
De ódio acumulado.
Seu coração é venenoso,
Seu coração é alucinante,
Com um líquido viscoso,
Inteiramente viciante.
Seu coração é rochoso,
Seu coração é dependente,
De um homem ardiloso,
E de caráter demente.
Seu coração é carente,
Ardentemente atraente,
Completamente ausente,
Instintivamente eficiente.
Seu coração é rígido,
Seu coração é atormentado.
O que deixa seu corpo frígido,
E seu amor dilacerado.
Seu coração foi destruído,
Seu coração está em pedaços.
Talvez será reconstruído,
Ou apodrecerá em cacos.
Seu coração está na areia,
E o mar se aproximando.
Enquanto toma sua seia,
A morte está chegando.
Seu coração não é real.
Meu coração é dramático...
Meu coração é marginal...
Mas o seu é de plástico.
Thoughts
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PermalinkPor que especificamente plástico? Tem algo de tóxico e descartável aí que combina, mas curioso se era essa a ideia mesmo
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PermalinkAquele trecho da morte chegando, o coração na areia... tem resignação ali. Você vê reconstrução ou só apodrecimento?
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PermalinkA dependência do ardiloso é o ponto aí, acho. Relacionamento tóxico é sempre assim: um fica com poder, outro vira pedaços. Mas pode ser só minha leitura
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