POEMA MORTE
De repente as esferas dos meus olhos,
O ódio das poucas estrelas,
Naquele céu tão distante e frio, perderam o foco.
De repente o ar fresco nos meus peitos,
Acolhe a secura estéril,
E pensar dói tão disforme a fio , perdendo os fatos.
De repente tremores dos passados,
O brilho das poucas esperanças,
Naquele vel tão desgastado o cheiro, exalou a flores.
Eu sinto meu coração convulsionado.
Me sinto com os nervos revirados.
Alguém cheio de ouro teria ar?
Alguém muito sábio teria luz?
Da minha língua sangra o que foi vida,
Vida!
Se pudesse a sugaria como um vampiro,
Agora deve ser a hora são cem!
Mas passei a sentir dez quilos, também!
Meus pobres gemidos que vem,
E rasguei a unhas o leito,
Essa noite tive um encontro
Com a noiva que extirpa da morte!