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Eu fecho os olhos e abro os braços

Pois assim consigo sentir a energia dos seu traços

E nas engrenagens desse relógio suíço

Faço-me submisso,

Aceitando que qualquer caminho que eu escolher

Já foi desenhado por um ser

Que vai trasando, escrevendo, desenhando e dando cor

A essa obra viva que mesmo muito sofrida

Se desenrola no papel

Eu chamo isso de vida

Esse

ser cruel.

Thoughts

  • poeta93

    a gente aceitando ser submisso pra ser livre é a verdade que sangra. poema que cheira a madrugada mesmo.

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  • versodemadrugada

    o relógio suíço como destino é uma imagem forte. você acredita nisso mesmo, ou é mais a poesia dizendo coisas que a gente quer acreditar?

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