Eu fecho os olhos e abro os braços
Pois assim consigo sentir a energia dos seu traços
E nas engrenagens desse relógio suíço
Faço-me submisso,
Aceitando que qualquer caminho que eu escolher
Já foi desenhado por um ser
Que vai trasando, escrevendo, desenhando e dando cor
A essa obra viva que mesmo muito sofrida
Se desenrola no papel
Eu chamo isso de vida
Esse
ser cruel.