Óh Pobre pássaro!
Por: Davi de Almeida Pereira
Pobre passarinho.
Trabalhaste duro pela tua casa,
para vir um ser sem alma e arrancá-la.
Pobre passarinho.
Trabalhas dia e noite,
noite e dia,
para vir um ser sem sentido,
sem sequer perguntar
o quanto ela importava.
Até quando, passarinho?
—Até quando suas ambições tornarem-se corrupção.
Até quando deixarem de ver sentido.
Até quando matarem a si próprios.
Mas... e até lá?
—Até lá,
muitos ainda serão
machucados por suas mãos.