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Perdida em Paris

t4ay
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As vezes a vida precisa te dar um empurrão pra mostrar onde você pode chegar e eu sou a prova viva disso eu vivia em Los Angeles já tinha uma vida planejada meticulosamente por mim não tinha…

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Pensamento

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E aí, você foi mesmo pra Paris ou a história fica aqui?

E aí, você foi mesmo pra Paris ou a história fica aqui?

Conteúdo da publicação

As vezes a vida precisa te dar um empurrão pra mostrar onde você pode chegar e eu sou a prova viva disso eu vivia em Los Angeles já tinha uma vida planejada meticulosamente por mim não tinha namorado nem muitos amigos na verdade tinha uma única amiga que ao contrário de mim era introvertida e quieta mas a gente se dava muito bem Emma e eu sempre estávamos juntas eu era do marketing e ela da tecnologia então ela me ajudava com diversos problemas no meu trabalho além disso morávamos no mesmo apartamento eu amava nossa vida em Los Angeles mas foi aí que a história mudou o rumo. Eu estava no último dia da minha faculdade de marketing, preferi não ir para festa afinal e estava sendo contratada para trabalhar em uma das agências de marketing mais cobiçadas de Los Angeles e estava muito feliz, minha carreira tinha acabado de começar graças ao meu desempenho na faculdade comecei na segunda-feira 10/01/2024 e estava muito animada Emma me levou em nosso carro até lá quando eu vi o nome SYs estampado em um dos prédios mais reluzentes de Los Angeles me deu um frio na barriga eu que sempre era confiante estava nervosa com meu novo emprego e Emma viu meu nervosismo e falou:

- Taylor fica calma, você vai arrasar hoje lá.

Eu assenti com a cabeça mas continuava nervosa ao chegar dei de cara com uma antiga amiga da minha família que por coincidência era a CEO da empresa Silver veio correndo em minha direção.

- Taylor querida! Você que é nossa nova colaboradora? É um prazer te receber na SYs eu vou te dar as instruções hoje no seu primeiro dia mas primeiro me conta as fofocas estou curiosa pra saber como está a vida a sua vida garota! Como está a vida amorosa?

Eu corei até porque eu não tinha namorado muito menos uma penca de amigos.

- Tia Silver, eu não tenho namorado tenho uma amiga Emma minha melhor amiga, moramos juntas em um apartamento do outro lado da cidade e estou feliz com minha vida, ainda mais agora com o emprego dos meus sonhos!

Ela fica de queixo caído, acho que ela tá imaginando como uma garota de 20 anos está solteira ou não tem amigos.

- Você continua a mesma né? Sempre focada no seu futuro. Mas querida, você precisa ter uma vida social, ter só uma amiga não vai te fazer feliz pra sempre e ficar solteira a vida toda, muito menos né?

Como sempre, ela ama se intrometer na minha vida, principalmente na minha vida amorosa.

- Tia Sil, eu não tenho tempo para novas amizades agora e muito menos pra um namorado. Estou feliz com a Emma e não pretendo mudar isso.

Tia Sil levanta as mãos em sinal de rendimento.

- Tá bom, tá bom, não tá mais aqui quem falou.

Daí em diante ela me mostra a empresa e onde vai ficar minha mesa que por pura coincidência fica do lado dela.

- Tia Sil, como sempre, você acha um jeito de ficar perto de mim né ?

Ela fica orgulhosa de si e dá um sorriso em minha direção.

Eu retribuo o sorriso e me sento na cadeira confortável da minha mesa.

Começamos a trabalhar na campanha de uma revista de Paris a Plaisir que a tia Silver era uma das sócias eles haviam mandado produtos de skin care para testarmos e produzirmos uma campanha de marketing totalmente ligada com a marca e ao produto. A tia Silver começou a testar os cremes hidratantes enquanto me falava da sua viagem a Paris de amanhã para fechar o contrato com a Plaisir e de repente o rosto dela ficou todo inchado. Levamos ela às pressas ao hospital, era uma reação alérgica ao produto que ela havia acabado de usar.

No mesmo dia ela descobriu que sua avó havia falecido, então ela me falou que não podia viajar para Paris com o rosto ainda inchado.

- Querida, eu quero ter uma conversa séria com você.

- Tia Sil pode falar, eu estou te ouvindo...

- Querida, preciso de alguém representando a SYs em Paris não consigo pensar em alguém melhor que você para o trabalho. Quero perguntar se você não está afim de ir, a passagem já está comprada e o apartamento já está alugado se você quiser vou falar com as pessoas encarregadas da viajem para colocarem tudo no seu nome.

Eu fiquei em choque ao escutar essas palavras.

- Afinal, eu iria para Paris?

Passaram só algumas horas...

Quando eu me dei conta, já estava arrumando a mala com a ajuda de Emma, que estava muito feliz por mim. Mas, ao mesmo tempo, parecia muito triste pela minha partida. Eu não tinha uma data para voltar para Los Angeles. Isso me preocupava um pouco. Ficar longe da Emma vai ser bem desafiador, mas eu vou conseguir...

— Taylor, você pegou tudo?

— Sim, Emma...

— O que foi, Tay? Tá com medo?

— Não, eu só queria poder te levar junto comigo...

— Calma, eu vou te visitar. Sei que você não vive sem mim.

Ela riu de si mesma e eu ri junto pra não pesar o clima. Então ela foi me deixar no aeroporto. A despedida não foi fácil, mas eu tinha que ir. Vai saber o que me espera na cidade do amor? E, quando me dei conta, já estava indo para Paris. Meu voo foi tranquilo, passei a maior parte da viagem dormindo.

Então, finalmente cheguei. Estava ansiosa para começar a mostrar meu trabalho.

Eu já tinha pegado o endereço do meu apartamento, que ficava acima de uma livraria muito fofa. O nome escrito bem acima da porta, Aube, chamou minha atenção.

Fui até lá e bati na porta. Quando um moço tocou meu ombro.

Então ele disse:

— Bonjour, la bibliothèque n'est pas encore ouverte, mais elle ouvrira bientôt. Jacques n'est pas encore arrivé.

— Bonjour, je ne parle pas français.

Eu fiquei com vergonha, não sabia se tinha pronunciado certo.

Então ele me respondeu:

— Então você é americana? A biblioteca ainda não abriu, Jacques não está, mas enfim, prazer, me chamo Tyler. E você, como se chama?

— O prazer é meu, Tyler, obrigada! Me chamo Taylor!

De repente, chegam mais duas mulheres que parecem conhecê-lo.

— Bonjour, Tyler, quem é sua amiga?

Ela gesticula em minha direção e Tyler responde:

— Acabei de conhecer Hanna, ela é americana igual vocês.

As duas se empolgam ao perceber que eu era americana.

— Ah! Prazer em te conhecer, me chamo Hanna e essa é Mina. E você, como se chama?

— O prazer é meu, gente! Me chamo Taylor!

Hanna acrescenta:

— De qual parte da América você é? Eu sou de Chicago e Mina é Nova Orleans.

— Hanna, eu vim de Los Angeles.

Hanna pergunta novamente:

— Então, Taylor, o que veio fazer em Paris? Trabalho ou amor?

— Estou a trabalho.

Mina se junta a Hanna no interrogatório.

— Taylor, você veio trabalhar em qual área?

— Eu trabalho com marketing. Vim trabalhar na Plaisir.

Hanna fica de queixo caído.

— Taylor! Isso é incrível, parabéns! Plaisir é uma das agências mais populares de marketing de Paris.

— Né! Eu tô muito animada para começar a mostrar o meu trabalho por lá.

Tyler e Mina também me parabenizam.

— Então, meninas, eu tenho que ir. O restaurante não vai abrir sozinho. Taylor, foi um prazer te conhecer. Até mais! Au revoir!

— Au revoir, Tyler!

— Então, meninas, onde tem uma cafeteria? Eu preciso de um café para tirar o cansaço da viagem.

Mina gesticula em direção a uma cafeteria.

— Lá na frente, Taylor. Vamos tomar café juntas!

Hanna dá um gritinho.

— Siiim!

Vamos em direção à cafeteria, sentamos e fazemos o nosso pedido.

— E aí, Taylor, você tá solteira? Ou tem um namorado em Los Angeles?

— No momento, eu estou solteira.

Mina pergunta:

— Você gosta de homens ou mulheres?

Hanna cutuca Mina.

— Mina! Que pergunta é essa?

— O que foi? Eu só tô curiosa. E então, Taylor, de qual você gosta?

— Taylor, não precisa responder à pergunta da Mina. Ela não é nada sutil.

— Tá tudo bem, meninas. Mas, se mata sua curiosidade, Mina, eu curto só homens.

Mina faz bico.

— Que pena, mas quem sabe Paris não te faz ver essa decisão com outros olhos...

Eu dou uma risada com Hanna, e Mina se junta a nós. Depois de tomar o café eu olho para o meu relógio e vejo que tenho que ir me arrumar se não vou chegar atrasada.

— Meninas, o papo tá ótimo, mas eu tenho que ir. O trabalho me espera.

Hanna me pergunta se à noite eu estou livre.

— Sim, por quê?

— É que vai ter um leilão de caridade naquela praça.

Ela gesticula em direção à praça onde seu apartamento fica.

— Gostaria que você viesse pra conhecer os nossos amigos e a gente melhor.

— Claro, eu estou livre sim!

Ela me entrega um convite.

Vejo que a livraria já está aberta e vou me trocar. Quando entro com minha mala, vejo um senhor limpando uma estante.

— Mademoiselle, comment puis-je vous aider?

— Excusez-moi, je ne parle pas français.

— Uma americana? Ah, lembrei de você. Você é a nova moradora do segundo andar, non?

— Sim!

— Prazer, senhorita?

— Taylor.

— Senhorita Taylor!

— Eu me chamo Jacques.

— Prazer é meu, Jacques!

Ele assente com a cabeça.

De repente, um homem lindo chega. Ele parece conhecer Jacques.

— Oliver! Venha conhecer nossa nova inquilina do segundo andar. Ela é americana!

— Taylor, esse é Oliver.

— Oliver, essa é Taylor.

Jacques fala todo animado.

— Uma americana em Paris parece coisa de filme! Prazer em te conhecer, Mademoiselle Taylor.

Impossível não notar o quanto esse homem é gato. Esses olhos azuis, esses cabelos loiros e o sotaque forte de quem nasceu na França mexem com qualquer mulher.

— O prazer é meu, Oliver!

— E então, Taylor, o que te traz a Paris?

— Trabalho.

— Certo, Taylor infelizmente não posso ficar por muito tempo eu tenho que ir para o trabalho.

Ele chamo Jacques.

— Jacques, eu tenho que ir. O trabalho me chama. Mais tarde eu volto aqui. Cuide bem da nossa amiga americana.

— Mas já, Oli? Achei que iria ficar mais hoje mas você é muito ocupado eu entendo...

Oliver vem em minha direção e beija minha mão.

— Até mais, senhorita Taylor. Espero vê-la novamente.

Eu fico abismada com o charme desse homem.

— É o que espero, Oliver.

Ele dá um sorriso galanteador se despede de Jacques e saí.

Na minha cabeça só passa uma coisa: QUE HOMEM É ESSE?

Depois de ver todo o charme de Oliver, eu finalmente fui me arrumar para o trabalho. Saindo do meu apartamento, vi Jacques e dei um tchauzinho.

— Au revoir, Jacques!

— Au revoir, Taylor!

Eu segui meu caminho e, quando eu passava na frente de uma floricultura, o meu salto me fez passar vergonha ao ficar preso no paralelepípedo da rua. Eu quase caí, mas, por pouco, um braço forte me segurou...

— Você tá bem? Esses sapatos não são apropriados para andar em paralelepípedo.

Eu fiquei morta de vergonha. O cara que me segurou antes que eu literalmente quebrasse o pescoço era um gato também. MEU DEUS! Por que só tem homem gato em Paris?

— Vou me lembrar disso. E, a propósito, obrigado por salvar meu pescoço.

— Que falta de educação a minha. Me chamo Taylor, e você, como se chama?

— Léo.

— Prazer em te conhecer, Léo.

— Igualmente.

Soou tão seco quanto o deserto do Saara. Ele era gato, mas não era muito simpático.

— Então, Léo, desculpa te incomodar. Você deve estar ocupado. Tchau.

De repente, ele fala:

— Espera!

Ele me entrega um lindo buquê de flores frescas.

— Que lindas! Obrigada!

— Na próxima vez, tenta não derrubar a porta do Jacques. Minha floricultura abre cedo, e seja bem-vinda a Paris.

Eu fiquei surpresa. Afinal, ele foi gentil.

— Ei! Eu não tava derrubando a porta do Jacques.

— Tava, sim. Enfim, sei que você está indo pro trabalho, então não quero tomar seu tempo. Coloca as flores na água.

Eu realmente tinha que ir trabalhar, mas o papo tava bom demais!

— Verdade! Eu vou chegar atrasada. Tchau!

— Tchau, e toma cuidado para não quebrar seu pescoço.

— HAHA! Muito engraçado.

Eu saí correndo. Chamei um táxi e fui pra minha próxima aventura. O que será que vai acontecer agora?

Thoughts

  • contoDeSexta

    Fico pensando no que a Emma pensou de tudo. Ela tava o tempo inteiro com você e aí cai essa bomba da viagem. Como vocês conversaram depois?

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  • atepagina50

    Fico pensando no momento que você falou sim. Como foi digerir tudo aquilo - trabalho novo, reação alérgica, morte da avó dela - e aí essa oportunidade?

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  • folhaSolta

    E sua avó, como era pra você? Porque é pesado mesmo. E a tia Silver, vocês conversavam bastante ou era uma tia metida?

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  • deixoumarca

    Achei legal aquele nervosismo seu no primeiro dia, que a Emma viu e tentou confortar. Depois tudo muda de ritmo, vira uma história completamente outra.

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  • Rui_Salgueiro

    Como é você que tava tão focada em Los Angeles de repente se vendo numa viagem assim? Você sempre quis sair de lá ou veio do nada mesmo?

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  • Simao

    Aquela reação alérgica da tia no mesmo dia que ela descobre da avó foi pesado demais.

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  • contoBreve

    Adorei como tudo muda ali num piscar. Você saiu nervosa daquele primeiro dia e de repente é outra história.

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  • li_no_busao

    E aí, você foi mesmo pra Paris ou a história fica aqui?

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