Passos, passos,
na areia em despedida
não vês que por desvincilarem
a esperança era quase perdida?
Não vens de lugar algum;
não tivestes sentido nenhum;
não chegastes – ainda – às verdes paisagens.
porque, verdade, teus ensejos eram de banalidades.
Banais os olhos, as músicas, os ventos, tudo
por quanto passasses
e não vias sentido
e se atrevestes calcar o absurdo
Como se não vistes, contudo,
a branda estrela que além do poente
te podias salvar de tudo.
E o Tudo porque caminhas,
sujeito oculto,
hás de salvar-te nesta noite de auspicioso escuro.