Promessas quebradas doem mesmo. Quem vive tempo demais aprende que isso não é falta de força.
𝐎𝐬 𝐝𝐞𝐦𝐨𝐧𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐧𝐨𝐢𝐭𝐞
# Os Demônios da Noite
Pensamento
Promessas quebradas doem mesmo. Quem vive tempo demais aprende que isso não é falta de força.
Conteúdo da publicação
# Os Demônios da Noite
Mais uma noite sobrevivendo aos meus demônios.
E eu me pergunto:
quando isso vai acabar?
Às vezes acho que nunca.
Talvez eu seja a rainha dos demônios da noite,
aquela que aprendeu a sorrir
enquanto tudo dentro dela desmorona.
E, justamente hoje,
eu só queria você, meu amor.
Queria você aqui, comigo,
nessa noite que me traz medo e pavor.
E não, não é drama.
Não é “mimimi”.
Então, por favor, parem de achar que é.
As pessoas olham para mim e dizem:
“Não existem demônios da noite.”
Eu olho bem no fundo dos olhos delas
e apenas sorrio.
Porque, no fundo, penso:
“Que bom que vocês não conhecem os meus.”
Às vezes me perguntam:
“O que são esses demônios?”
Mas talvez essa resposta
fique para o fim dos meus poemas.
Por enquanto,
eu só queria você aqui.
Aqui, comigo.
Porque eu odeio ficar sozinha.
Você pode dizer que eu preciso me virar,
que preciso ser forte,
que preciso aprender a enfrentar tudo sozinha...
Mas, por favor, pare.
Eu só queria que, por uma noite,
alguém dissesse:
“Eu fico.”
E eu olharia para você,
sorriria mesmo com os olhos cansados
e diria:
“Eu vou ficar bem.”
Mesmo que minha alma
estivesse gritando.
Gritando no meio dessa escuridão,
implorando:
“Por favor...
me tira daqui.”
Será que alguém ouviria?
Ou será que ninguém consegue escutar
os gritos de uma pessoa
que aprendeu a sofrer em silêncio?
Fui criada para segurar tudo sozinha.
Para esconder minhas lágrimas.
Para dizer “está tudo bem”
quando nada estava.
Talvez não seja hoje
que isso vai mudar.
Mas eu queria...
Só por essa noite.
Queria que alguém escutasse
o que minha alma nunca conseguiu dizer
em voz alta.
Às vezes meu coração parece disparar
como um flash no escuro.
E minha mente corre para lugares
onde eu não consigo alcançá-la.
Eu me pergunto o que existe dentro de mim.
Será ansiedade?
Será tristeza?
Será algo que eu ainda nem sei nomear?
Eu só sei que dói.
E, nessa hora,
eu olho para você
e penso:
“Será que ele ouviria meus gritos
mesmo quando eu permanecesse em silêncio?”
Você diz tantas coisas...
Mas eu tenho medo de acreditar.
Tenho medo de confiar.
Porque eu já confiei antes.
E promessas foram quebradas.
As palavras das pessoas parecem tão silenciosas
até o momento em que começam a ecoar
dentro da nossa cabeça.
E então viram um inferno.
Dói quando alguém que amamos
quebra uma promessa.
Dói ainda mais
quando essa pessoa diz que fez aquilo
para não nos machucar...
Sem perceber
que machucou muito mais.
E eu continuo aqui,
convivendo com os demônios da noite.
Contando minha história
para aqueles em quem consigo confiar.
Às vezes recebo apenas um abraço.
E talvez aquele abraço seja importante...
Mas tudo o que eu queria
era você aqui.
Aqui, nessas noites
em que os meus demônios me fazem sentir
como se eu fosse um monstro.
Como se eu não pertencesse a este mundo.
Eu vejo tudo diferente.
Sinto tudo diferente.
Mas não sei explicar como.
Só sei que,
nessa noite...
Eu queria você.
Queria que você ouvisse.
Eu estou gritando pela sua presença.
Mesmo
sem dizer uma palavra.
**Só essa noite.**
Fica.
Porque, quando a noite chegar novamente,
talvez os meus demônios voltem.
E eu só queria não enfrentá-los sozinha.
Thoughts
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PermalinkA vontade de ser escutada mesmo quando você fica em silêncio. Isso é a coisa mais humana que tem.
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PermalinkPromessas quebradas doem mesmo. Quem vive tempo demais aprende que isso não é falta de força.
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PermalinkO peso de ter que sorrir enquanto cai, e de ter que ser forte demais depois disso. E aí vem o giro: pedir que alguém fique, que alguém escute mesmo quando você permanece em silêncio. Tem um ponto de virada quando você muda de 'preciso ser forte' para 'queria que alguém ficasse comigo'. É onde o poema fica verdadeiro, onde tudo muda de forma e escala. E sim, as palavras que ecoam e viram inferno depois, essa parte é exata. É assim que o medo trabalha.
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PermalinkAquela parte de sorrir enquanto tudo desmorona dentro. Muita gente conhece bem esse trabalho.