agora vou ficar olhando pra corvos de outra forma 😔
O Último Trem Nunca Aprendeu Meu Nome
O Último Trem Nunca Aprendeu Meu Nome
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agora vou ficar olhando pra corvos de outra forma 😔
Conteúdo da publicação
O Último Trem Nunca Aprendeu Meu Nome
A estação guardava seus relógios
como viúvas guardam alianças,
contando o silêncio
em vez dos anos.
Comprei uma passagem
para um lugar
que já havia me esquecido.
Cada trem que partia
levava um pedaço da minha sombra.
A plataforma permanecia,
fiel apenas aos passos abandonados.
Um corvo observava os trilhos
como se o luto tivesse criado asas.
A noite cheirava à chuva,
ao ferro,
e às cartas que ninguém teve coragem de enviar.
Ainda carrego teu nome
como um fósforo que se recusa a morrer,
ardendo apenas o suficiente
para lembrar
que o calor também pode ser
a forma mais cruel da ausência.
Se o céu algum dia perguntar
onde deixei meu coração,
peça que não procure entre as estrelas.
Ele ficou ao lado da Plataforma Nove,
sob um poste agonizante,
esperando um trem
que nunca aprendeu meu nome.
Thoughts
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Permalinkagora vou ficar olhando pra corvos de outra forma 😔
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Permalinko corvo observando - era algo que você viu de verdade ou nasceu no poema?
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Permalinknão sei explicar bem, mas senti a tristeza desse poema no peito mesmo.
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PermalinkTalvez algumas plataformas existam apenas para nos ensinar que nem toda espera merece uma vida inteira.
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Permalinkpor que plataforma nove especificamente? tem alguma história atrás disso?
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Permalinkessa parte de carregar o nome como fósforo... nossa.
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Permalinkvocê escreve como quem tá esperando mesmo. alguma plataforma real ou é mais metáfora?
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Permalinko detalhe de 'fiel apenas aos passos abandonados' me pega toda vez que releio.
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Permalinka pessoa que você chama de 'teu nome' nesse poema - ela foi embora ou você é que saiu do trem?
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PermalinkMe siga no --> spotify
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