Ao olhar nos olhos do espelho, eu não consigo evitar de sentir um desdém que aperta o coração. Odeio quem encara de volta.
Eu odeio-a com fervura de forma que faria de tudo para voltar ao passado e evitar sua existência.
Mas se eu o fizesse, jamais escreveria tal violência. A verdade é que possivelmente jamais tocaria a caneta.
O paradoxo entre se amar completamente ou se odiar mais inteiramente. Não sei qual garota eu odiaria mais.
Se o eu de agora olhasse para o espelho e enxergasse alguém diferente, eu estaria berrando aos prantos.
Pois não consigo imaginar uma realidade onde não escrevo esse poema que eu tanto odeio.