O passar do tempo é estranho. Há algum tempo, eu só me importava em brincar com meus brinquedos. Hoje, penso apenas em ser importante para alguém, em como saboto a mim mesmo e em como arrancar essa culpa que insiste em habitar em mim.
Esses sentimentos vêm e vão. É curioso como eles sempre encontram o caminho de volta, seja numa terça-feira de madrugada ou em um domingo, dia 24 de janeiro.
Antes, o que morava em mim era apenas a alegria e a sensação de ter um coração inteiro, quente e acolhedor. Agora... agora só me resta uma melancolia que parece não ter fim e um coração que tenta se curar todos os dias.
Eu tinha uma paixão enorme pelos meus olhos. Gostava do brilho que existia neles, da paz e da felicidade que transmitiam. Hoje, porém, eles parecem tão... tão apagados. O que habita neles é o desespero, a melancolia, o medo e a culpa. Quanta culpa.
Mesmo assim, ainda existe uma pequena esperança dentro de mim. A esperança de que, com o passar do tempo, tudo isso mude outra vez.
Né?