Foi no dia do meu aniversário que saí com minha amiga Juliana para dançar. De longe, vi dois homens e, como sou decidida, chamei um deles para dançar. Ele sorriu e respondeu: “Dance com meu irmão”. Foi então que olhei para ele e reparei naqueles braços fortes, nas veias dilatadas. Pensei: “Aposto que essa dança vai ser boa”. E eu estava certa. Ele se aproximou, encostou o rosto no meu e conduziu os passos com uma segurança que me fez pensar: que homem!
Depois, fui interagir com minha amiga e, quando olhei novamente, ele estava dançando com outra mulher. Senti ciúme. Mas como era possível? Eu sequer sabia o nome dele. Ainda assim, alguma coisa naquela dança já havia despertado em mim uma curiosidade que não consegui ignorar.
Mais tarde, saímos para comer, continuamos a festa na casa do irmão dele e, no fim, dormimos juntos. Primeiro encontro e já tinha evoluído para aquilo? Bobagem. Algumas histórias simplesmente não pedem licença para começar.
Na manhã seguinte, ele preparou meu café. À tarde, fez o almoço. E eu fiquei pensando: “Ninguém nunca me tratou assim”. Talvez tenha sido esse o verdadeiro presente daquele aniversário. Hoje estou com ele e percebo que encontrei muito mais do que o melhor dançarino daquela noite. Entre tantos encontros que poderiam ter sido apenas passageiros, ele se tornou um acontecimento incomum: alguém que chegou de repente e acabou ocupando um lugar especial na minha vida.