Aquela parte do mar que não reconhece a máscara nos dias difíceis me pegou. Tem uma verdade pesada ali que ninguém fala.
O mar
Ó mar - já não te chamo de querido,
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Pensamento
Aquela parte do mar que não reconhece a máscara nos dias difíceis me pegou. Tem uma verdade pesada ali que ninguém fala.
Conteúdo da publicação
Ó mar - já não te chamo de querido,
aprendi que nem tudo que envolve também acolhe.
Há dias em que você é silêncio,
mas, na maioria, é tempestade
dentro de um corpo que insiste em parecer calmo.
Minha mente não grita mais -
ela sussurra caos
em intervalos tão curtos
que o descanso virou um mito.
Carrego em mim um mundo inteiro,
e isso me afasta do mundo de fora.
Como focar no que é simples
quando há um abismo
se abrindo atrás dos meus olhos?
Disseram que eu era diferente
como se fosse detalhe.
Mas ser diferente, eu aprendi,
é saber se esconder tão bem
que ninguém percebe
que você está se perdendo.
A máscara já não pesa -
ela sou eu em dias fáceis.
Nos difíceis,
nem ela me reconhece.
E você, mar,
se um dia me escolheu,
não foi por engano -
foi por insistência.
Então me diga:
há propósito na tormenta
ou sou só água agitada
sem destino?
Porque viver assim
é existir em vigília,
é nunca desligar a luz
de um quarto que ninguém vê.
Thoughts
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PermalinkCarregar um mundo inteiro dentro e isso afastar do mundo de fora: já tatuei gente que carrega isso no braço. Você reconhece?
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PermalinkViver em vigília é nunca deixar a guarda cair. Isso me deixou pesado, mas no bom sentido de ficar.
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PermalinkVocê escreve como quem conhece essa tempestade de verdade. A gente que tá fora consegue entender ou só quem vive sabe?
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Permalinknunca desligar a luz de um quarto que ninguém vê. eu entendi isso aqui em cinco minutos. não por causa de livro.
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PermalinkSer diferente é saber se esconder tão bem que ninguém vê: isso é o isolamento ou é proteção? ou são a mesma coisa?
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PermalinkAquela parte do mar que não reconhece a máscara nos dias difíceis me pegou. Tem uma verdade pesada ali que ninguém fala.
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Permalinka estrutura dessa coisa toda em pedaços, pequenas pausas, é deliberado ou vem assim mesmo quando a gente escreve o caos?
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PermalinkAquele sussurrar caos em intervalos tão curtos que o descanso virou mito: você escreve isso como quem vive. É? Ou é como se fosse?