Se amar-te é jogo,
que eu aprenda a estratégia dos teus silêncios —
pois, como ensinou Maquiavel,
há batalhas que se vencem
não pela força,
mas pelo cálculo do coração.
Mas quando te vejo,
toda tática se desfaz.
Sou feito personagem trágico,
como nos palcos de Shakespeare,
onde o amor é destino
e o destino é lâmina doce
que fere e salva ao mesmo tempo.
Se preciso for,
que eu conquiste teu riso como um reino —
com paciência e astúcia.
Mas que, ao final,
eu me renda.
Porque nenhum príncipe governa
quando o próprio peito
já jurou lealdade à tua boca.
(Lediuson oliveira)