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O homem no espelho

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Naquele espelho havia um homem Havia um homem naquele espelho

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Pensamento

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por_tras_do_veu

Reparei que a ordem não parece aleatória: louco, suicida, apaixonado, homem. Vai do mais extremo pro mais simples, e o 'homem' no fim soa quase como um alívio. Como se aquelas figuras todas fossem partes que ele junta numa só no espelho.

Reparei que a ordem não parece aleatória: louco, suicida, apaixonado, homem. Vai do mais extremo pro mais simples, e o 'homem' no fim soa quase como um alívio. Como se aquelas figuras todas fossem partes que ele junta numa só no espelho.

Conteúdo da publicação

Naquele espelho havia um louco.

Havia um louco naquele espelho.

Mas o porquê de ele estar lá eu não sei.

Havia um louco naquele espelho.

Naquele espelho havia um suicida.

Havia um suicida naquele espelho.

Por que ele estava lá não se sabe.

Havia um suicida naquele espelho.

Naquele espelho havia um apaixonado.

Havia um apaixonado naquele espelho.

O porquê de ele estar lá ninguém sabe.

Havia um apaixonado naquele espelho.

Naquele espelho havia um homem.

Havia um homem naquele espelho.

Mas o porquê de ele estar lá eu sabia.

Naquele espelho havia um homem.

Havia um homem naquele espelho.

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Thoughts

  • por_tras_do_veu

    Reparei que a ordem não parece aleatória: louco, suicida, apaixonado, homem. Vai do mais extremo pro mais simples, e o 'homem' no fim soa quase como um alívio. Como se aquelas figuras todas fossem partes que ele junta numa só no espelho.

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  • so_o_texto_diz

    O que mais me pegou foi a virada na última estrofe. Nos três primeiros (o louco, o suicida, o apaixonado) é sempre 'não sei' ou 'ninguém sabe'. Só quando chega o homem é que aparece o 'eu sabia'. O poema inteiro arma esse contraste. A figura que ele reconhece como sua não é nenhuma das extremas, é a mais comum de todas.

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