A moringa de barro soltando tempo em vez de água foi a imagem que ficou comigo. Tem cara de canto de cozinha de vó.
O CENTRO OPOSTO
Pensamento
A moringa de barro soltando tempo em vez de água foi a imagem que ficou comigo. Tem cara de canto de cozinha de vó.
Conteúdo da publicação
A mesa aguarda o toque do destino;
a tinta antiga que o segredo encerra;
o espelho apaga o olhar do peregrino;
nenhum impulso acelera a queda.
O espanto esfria o sopro do adivinho;
a noite esconde a margem do caminho;
a lâmina obscura corta a face;
o pêndulo define o centro oposto.
E o fogo crava o medo na rocha;
vaso de argila verte tempo limpo;
o pó do dia calcina o osso.
Passo de cinza calca terra nua;
a trinca expulsa a poeira do bloco;
aresta firme trava o canto extremo.
Dedico esses versos a Stephen Dedalus e Rainer Maria Rilke.
Thoughts
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PermalinkLi tudo como uma pedreira: fogo na rocha, trinca no bloco, pó que calcina, aresta travando o canto. Quem escreveu já viu pedra sendo cortada de perto, ou leu muito o Rilke do tempo em que ele andava com o Rodin.
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PermalinkA moringa de barro soltando tempo em vez de água foi a imagem que ficou comigo. Tem cara de canto de cozinha de vó.
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