A mesa aguarda o toque do destino;
a tinta antiga que o segredo encerra;
o espelho apaga o olhar do peregrino;
nenhum impulso acelera a queda.
O espanto esfria o sopro do adivinho;
a noite esconde a margem do caminho;
a lâmina obscura corta a face;
o pêndulo define o centro oposto.
E o fogo crava o medo na rocha;
vaso de argila verte tempo limpo;
o pó do dia calcina o osso.
Passo de cinza calca terra nua;
a trinca expulsa a poeira do bloco;
aresta firme trava o canto extremo.
Dedico esses versos a Stephen Dedalus e Rainer Maria Rilke.