Gostei das perguntas inventadas sobre a TV do avô. É exatamente o que criança faz quando aprontou e não quer que ninguém descubra.
O campo florescente e o frio intenso: Nakamura
Naomi Shin, uma garota japonesa que vivia em uma região onde o inverno era mais intenso, enfrentava um frio tão rigoroso que a população era baixa devido à alta imigração dos povos para outras…
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Gostei das perguntas inventadas sobre a TV do avô. É exatamente o que criança faz quando aprontou e não quer que ninguém descubra.
Conteúdo da publicação
Naomi Shin, uma garota japonesa que vivia em uma região onde o inverno era mais intenso, enfrentava um frio tão rigoroso que a população era baixa devido à alta imigração dos povos para outras regiões e até para outros países.
Seus pais, Emi Shin e Kan Yokohama, estavam se arrumando para ir visitar seus pais. Kenji Oyama, irmão de Naomi, pequeno e irritante, ficaria junto com sua irmã.
Naomi não queria ficar com Kenji e começou a chamá-lo de Tsumaranai (chato, entediante e sem graça). Kenji estava com um largo sorriso no rosto, que representava o caos que iria causar enquanto seus pais estivessem fora.
— Iremos para Seul visitar seus avós e voltaremos em breve — disse Kan.
— E não queremos voltar e ver um chiqueiro! — disse Emi logo depois que Kan terminou de falar.
Naomi entendeu. Kenji apenas diminuiu o sorriso com aquilo.
Então, quando seus pais partiram para Seul, Kenji só esperou ouvir a porta bater e se levantou rapidamente.
— Vamos brincar lá fora! — falou Kenji, animadamente.
— Papai falou que não era para sairmos quando estivesse em um frio intenso — disse Naomi, com um sentimento completamente oposto ao de Kenji.
— Vai ser legal irmos para fora! Podemos montar bonecos de neve, descer um morro de neve sentados em uma casca de árvore... — falou Kenji, insistente.
— Tá bom, só para você parar de me encher o saco. Porém, vai ter que ser por alguns segundos, senão iremos ficar doentes e até pegar hipotermia! — disse Naomi.
Assim, partiram para o lado de fora. O lugar estava vazio e solitário, com uma imensidão de neve. Só era possível ver as pegadas das botas dos pais de Naomi e Kenji.
As casas eram distantes umas das outras, e isso dificultava a socialização, os pedidos de ajuda e até mesmo a convivência durante o inverno. Aquilo era muito ruim.
Eles brincaram na neve, montaram bonecos e escorregaram no morro com uma casca de árvore morta. Porém, na vez de Kenji descer, ele bateu em uma árvore morta à sua frente, que era difícil de enxergar por causa da névoa causada pelo frio.
Ele caiu dentro de um buraco que estava coberto por neve, uma camuflagem mortal.
Naomi correu em direção ao buraco para tentar socorrer seu irmão. Gritou, mas seu próprio eco era quem a respondia. Os moradores não conseguiam ouvi-la por causa da distância.
Porém, um morador idoso chegou perto de Naomi.
— Olá, minha jovem. O que está acontecendo aqui?
— Senhor, ajude-me a conseguir pegar meu irmão do buraco! Ele está bem ali, desmaiado sobre uma grande rocha!
— Está bem, querida. Acalme-se. Já irei fazer alguma coisa.
Então, o sábio idoso tirou de seu bolso um cajado de madeira simples e comum.
Com um movimento giratório do cajado, o céu se fechou e um trovão ecoou pelo céu.
Com o tempo, Kenji abriu seus olhos. O brilho de seus olhos azuis fazia com que Naomi e o senhor se refletissem neles lá em cima.
Consciente, Kenji levantou-se assustado. Colocou seu pé em uma pedra próxima e tentou escalar. Continuou subindo até escorregar em uma das pedras. Um de seus pés ficou sem nenhum apoio e ele estava prestes a cair novamente.
O senhor então colocou-se na frente de Naomi, ficando na borda do buraco. Esticou seu cajado, e Kenji conseguiu segurá-lo firmemente.
Com a ajuda do senhor, Kenji estava de volta à neve, ofegante. Agradeceu ao senhor e a Naomi.
— Obrigada, senhor. Sua ajuda foi tão importante! Eu não conseguiria sozinha — agradeceu Naomi, aliviada.
— Não precisa me agradecer. E eu até esqueci de dizer meu nome. Me chame de Tokito Nakamura.
— Que nome bonito, senhor. Meu nome é Naomi Shin, e o dele é Kenji Oyama.
Tokito Nakamura, então, decidiu sorrir e partir para sua vila distante.
Naomi e Kenji nunca viram aquele homem novamente.
Passaram-se alguns dias, e os pais de Naomi e Kenji chegaram.
Os irmãos tentaram agir normalmente, como se nada tivesse acontecido entre eles. Para disfarçar, começaram a fazer perguntas aos pais:
— O que a vovó fez para vocês comerem?
— O que o vovô assistia na TV?
Emi estranhou, porém deixou de lado. Kan também estranhou, mas decidiu não dar importância.
Meses depois, a imensidão de neve perto da casa deles se transformou em um belo campo florescente.
As TVs falaram que seria impossível mudar o frio intenso daquela cidade em apenas alguns meses e que, normalmente, o clima só mudaria depois de anos.
Por um milagre, o tempo mudou rapidamente.
Os irmãos pensaram em Tokito Nakamura, o velhinho. Eles o achavam poderoso e sábio o suficiente para fazer aquilo.
Naomi então saiu para fora com um largo sorriso, junto ao seu irmão Kenji.
Brincaram entre as folhas coloridas e ficaram deitados no morro em que uma vez desceram com uma casca de árvore, agora tomando cuidado.
Os irmãos olharam para o Sol e ficaram ali até o entardecer.
Depois, voltaram para casa com muitas flores nas mãos para entregar aos pais, carregando consigo um belo cheiro de perfume de rosas e papoulas.
Thoughts
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PermalinkGostei das perguntas inventadas sobre a TV do avô. É exatamente o que criança faz quando aprontou e não quer que ninguém descubra.
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PermalinkEu conferi duas vezes quem sabia do quê. Os pais saem, o Kenji espera a porta bater, os dois quase se perdem no buraco e, quando os pais voltam, as crianças enchem os dois de perguntas sobre a comida da avó pra disfarçar. A Emi estranha e deixa pra lá. Aposto que mãe nenhuma deixa pra lá por muito tempo.
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