Às vezes a vida desacelera,
não há festa, não há luta,
só o corpo seguindo sozinho,
como se o tempo fosse um rio
correndo sem pressa.
Por dentro, um som escondido,
um turbilhão que ninguém vê.
O coração fala em silêncio,
mas a boca se cala,
e o olhar finge paz.
É um lugar secreto,
onde o vazio respira,
onde o silêncio é pesado
mas também é abrigo.
E nesse espaço invisível,
há uma força que não se mostra,
um grito que não se ouve,
mas que molda a alma,
como vento que esculpe pedra.