O amor, para quem pensa demais,
É como o remédio e o veneno:
A diferença é apenas a dose.
Em gotas pequenas, cura a alma;
Em grandes porções, destrói a mente.
E lá vou eu, pensando demais...
Será que ela vai embora?
Como eu vou ficar?
Será que eu mereço tanto amor?
Será que eu a faço feliz?
O excesso sabota o próprio peito.
Destrói a mente do pensador,
Que hoje pensa mais do que sente,
E amanhã sente mais do que pensa.
Mas então, eu paro para pensar:
O que é melhor?
Viver o presente,
Sem pensar no paradoxo.