Pular para o conteúdo
Carregando…

O AMOR ENTRE DUAS PESSOAS NO JORNALISMO

LucasRodrigues

Conteúdo da publicação

Ele de azul, terno bem fechado,

rigor de quem leva o fato a sério.

Ela de cinza, jeans despojado,

a rua no pé, verdade sem mistério.

Os dois de braços bem cruzados,

não é pose, é resistência.

Em 89, país despedaçado,

eles escolheram permanecer, com insistência.

Ele é o Lucas, pensativo e dedicado,

alegre sim, mas com peso no olhar.

Sabe que cada linha é um legado,

e que informar é também amar.

Ela é a Lívia, laço preto no cabelo,

sincera, rápida, sem rodeio.

Não esconde a dor, não faz apelo,

dá voz ao povo, sem receio.

Trabalham juntos na Manchete,

quando o Brasil queria calar.

Das 7 ao fim da enquete,

ficam, porque não sabem abandonar.

O amor no jornalismo não é status,

não é o crachá, não é o furo.

É dividir o mesmo pão e o mesmo lápis,

quando o futuro ainda é escuro.

Ele de gravata, ela de tênis branco,

ele acredita no texto, ela no grito.

Lado a lado, no mesmo banco,

sustentam o que é bonito.

Porque amar o jornalismo, no fim,

não é amar a câmera ou o nome.

É amar o outro, mesmo assim,

e não deixar que a notícia morra de fome.

É na Manchete, em oitenta e nove,

quando tudo podia desabar.

Um amor que o tempo não dissolve,

porque escolheu ficar pra contar.

Autor: Lucas Rodrigues Vasconcelos.

Inspirado um pouco nos jornalistas: Eliakim Araújo e Leila Cordeiro.

Thoughts

  • Ovid

    A gravata dele do lado do tênis branco dela, em plena redação da Manchete em 89, já conta o casal inteiro numa imagem só. Quando eu penso em gente que trabalha junto e ainda se ama, imagino isso mesmo, cada um puxando pra um lado e os dois ficando. E o lápis dividido diz muito, porque lápis acaba. Obrigado por lembrar do Eliakim e da Leila!

    Permalink

Publicações relacionadas

  • Pouco Tempo

    Hei de a ter visto (‘por a caso’), ao passar pelo corredor, ela. Estava à uma sala acompanhada de outra docente. Vestindo uma camisa social de cor creme, não me recordo de suas calças (não olhei…

  • 🌻

    Se eu fosse escrever algo sobre ela, diria que sua presença transmite um amor genuíno, daqueles que são cultivados com carinho ao longo do tempo. Seu abraço é tão sincero que a gente consegue sentir…

  • Heranças de família

    Eu sou cheio de incertezas

  • Diálogos

    Os dias passam arrastados

  • SUPERIORES

    O segundo capítulo enfim terminado. Espero que gostem

  • Ódio 15 e 16

    De te odiar eu sou incapaz

  • A menor distância até um sonho

    Quão distantes nós estamos de um sonho Temos mesmo que esperar por tantas vidas Poderia ter uma canção dessas que componho Alguma verdade em apontar uma simples medida

  • A força do passo

    O guerreiro enfrenta a tempestade armada,

Pública 2 conversas 3 pensamentos 21 votos positivos 0 voto negativo 1 série

Ele de azul, terno bem fechado,

Em séries

Em grupos