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O amor é uma coisa que sempre vimos e ouvimos em filmes e…

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O amor é uma coisa que sempre vimos e ouvimos em filmes e por pessoas que se apaixonaram e amaram, que é avassalador, meio doloroso e épico. Mas nunca falaram, nunca destacaram o fato de ficarmos assustados, pensando se daria certo ou errado.

Não estou dizendo que ele é ruim, mas nós, seres humanos, temos um péssimo histórico de como reagimos com coisas novas. Por isso, pensamos primeiro no pior: como não vai dar certo, como pode ser ilusão nossa, mesmo que já no fundo estejamos apaixonados. Só queremos nos proteger, mas esse medo nos atrapalha a confiar.

Mas, se pararmos para chorar assistindo a filmes românticos com finais decepcionantes, isso vai nos fazer acreditar que esse nosso amor vai ser decepcionante. Mas, se pararmos para pensar em nós, no que faremos, você vai perceber que quer muito isso e nem consegue admitir.

Mas eu quero esse amor, mesmo que ele não seja épico. Não porque eu necessite, mas porque não consigo pensar em como minha mente ficaria sem pensar nos sorrisos, no jeito de falar, em como tenta puxar assunto, como ri quando eu sou sincera, como riu quando fiquei assustada por tocar em meu ombro, quando não notei que queria me dar um abraço em vez de um aperto de mão.

Me assusta pensar que tudo isso foi só uma mentira. Mas todos que dizem ser meus "amigos" botam isso na minha cabeça. Não, na verdade, sou eu que boto isso na minha própria cabeça, pelo medo desse amor, dessa pessoa de quem eu gosto tanto, mas tanto, estar só mentindo.

Mesmo que aquele jeito de falar com os amigos seja diferente do jeito que fala comigo, como ri quando eu admito que o uso de escudo humano para passar pela multidão, como se desculpa por pequenas coisas, como tenta sempre querer achar um jeito de me ver...

Mas, para pra pensar: ele que devia estar pensando no que eu estou pensando. Afinal, eu que recuso vê-lo, eu que me esquivo de suas palavras, eu que não digo palavras bonitas como ele.

Será que ele tem o medo que eu tenho? Afinal, o desconhecido pode assustar. Quando nos apaixonamos, esperamos o pior. Quando fazemos uma prova, esperamos o pior. Acho que é uma ação primitiva dos seres humanos, mas, quando temos uma chance de esperança, nos agarramos tanto a ela que começamos a ficar com medo de perdê-la.

Quero ser sincera, quero gritar para o mundo ou sussurrar no ouvido dele que não duvido dele, que não duvido nem um pouco dos sentimentos dele. Só duvido que não seja um sonho, pois ele era o que eu sonhava quando era menininha, desenhando com giz de cera, que fazia meu jumentinho de pelúcia ser... Quando eu andava sozinha, eu pensava em como era só isso que eu queria para poder sorrir sem precisar me preocupar.

Mas todas essas palavras só refletem o quanto eu estou apaixonada e o quanto estou com medo de isso ser um sonho e, em um piscar de olhos, eu acordar e tudo sumir.

Sempre procurei tudo o que ele tem nas pessoas ao meu redor, sempre dizendo que estava apaixonada, mas sempre achava defeitos para acabar tudo, porque não era como o que eu de verdade procurava.

Mas, por agora, eu não quero ver os defeitos dele e, se eu vir, eu não quero que acabe.

Thoughts

  • Ovid

    O jumentinho de pelúcia e o giz de cera me fizeram lembrar que a gente desenha cedo a pessoa que quer encontrar, muito antes de conhecer alguém. Aposto que essa menininha ficaria feliz de saber que ele ri quando você é sincera. Fico contente que o seu primeiro texto aqui seja sobre isso, ter medo e querer mesmo assim.

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  • cajueiro

    Rapaz, o escudo humano pra atravessar a multidão me pegou desprevenido, ri alto aqui!

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