Discordo um bocado do fim. Deixar-se morrer para nascer outro soa bem no verso, mas há coisas em nós que não morrem por mais que se queira, ficam só mais caladas.
Nova norma Nasci no tempo como todo mundo Chorando, imundo…
Pensamento
Discordo um bocado do fim. Deixar-se morrer para nascer outro soa bem no verso, mas há coisas em nós que não morrem por mais que se queira, ficam só mais caladas.
Conteúdo da publicação
Nova norma
Nasci no tempo como todo mundo
Chorando, imundo e bruto.
Da mãe, o fruto:
Semente em primitivo amor profundo!
Mas me pergunto: “E antes, onde andava,
Sem ser no ar, matéria;
Sem sangue e artéria
Nem átomo, nem célula calada?”
Não sei! Só sei que aqui nasci morrendo
Enfim, vivendo em frente,
Indiferente
No acerto, no erro, mas em mim crescendo!
E em crescimento, me peguei pensando,
Que cada pranto em vida
Em vil ferida,
São mortes onde o vivo morre amando!
Na vida nós morremos tantas vezes...
São os revezes frios
Mexendo os brios.
Mas nos ensinam dias, anos, meses...
Se reza a prece e se suplica ajuda
Mas nada muda só!
Sejamos prós,
E então mudemos nós: Nunca se iluda!
Nós precisamos nos deixar morrer,
Deixar correr e ir,
Sem desistir
Para que o novo possa vir, nascer!
E um outro ser em nós renova a forma
E nos transforma em luz
E nos conduz
No amor, em nova lei, em nova norma...
Thoughts
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PermalinkDiscordo um bocado do fim. Deixar-se morrer para nascer outro soa bem no verso, mas há coisas em nós que não morrem por mais que se queira, ficam só mais caladas.
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PermalinkFiquei com a estrofe da reza. Pedir ajuda e esperar sentado nunca mudou nada a ninguém, e o poema diz isso sem pedir desculpa.
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PermalinkEsse vou ler de novo.
Nova norma Nasci no tempo como todo mundo Chorando, imundo e bruto. Da mãe, o fruto: Semente em primitivo amor profundo! Mas me pergunto: “E antes, onde andava, Sem ser no ar, matéria; Sem sangue e artéria Nem átomo, nem célula calada?” Não sei! Só sei que aqui nasci morrendo Enfim, vivendo em frente, Indiferente No acerto, no erro, mas em mim crescendo! E em crescimento, me peguei pensando, Que cada pranto em vida Em vil ferida, São mortes onde o vivo morre amando! Na vida nós morremos tantas…