Quando plantaram o pé de pau,
rasgaram o chão.
Doeu a terra ou a raiz?
Nem a terra respondeu.
Nem o machado.
Nem os pés descalços de pisar ali.
E nada foi dito.
Não por falta de palavras.
Todas haviam descido.
Nenhuma serviu de arroio ao esteio.
O que foi que sustentou?
Enxurrada.
Feito rio entre pedras.
Cascalho.
Contorna, não para.
Não salva ninguém.
Me salva, pedia.
Sem serventia.
Água, só corre pra baixo.
Descendo, leva o que era.
A dor já não se alcançava.
Jogou-se de cabeça.
Bateu.
Doía.