A navalha. Uf.
Nêmesis
Pensamento
A navalha. Uf.
Conteúdo da publicação
Pelas ruas vazias chuvosas
Languidez, a noite das rosas
A dama de vermelho me passou a sensação calorosa
Nunca mais vi ela tão linda, venenosa.
Me enganou como uma cobra.
No meu interno se afundou nas mágoas.
A clamar à lua sobre o sangue errou
A tez transparente da alma cegou
Se eu puder tocar a harpa
Só o meu firmamento cantou
No eterno limbo cairei
Na alvorada renascerei
Das cinzas cairei
De novo, me apaguei
A transição do dia nunca acaba
Atravessando a rua olhei para a garota prateada
Sentimentos de lata
Como uma navalha
Ela me cortou; eu esperava.
Como um eterno corvo
No seu ombro pousarei
Como uma coruja a noite
Através do seu olho guiarei
A luz se virou contra mim
mais uma vez
E sobre os seus braços eu cairei
Ceifarei o destino no qual escolhido
Por nêmesis eu fui reconhecido
Como a missão de corromper
O meu próprio destino.
Thoughts
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PermalinkO engano sofrido nestes versos tem eco em Traição, um texto curto sobre a deslealdade vinda de pessoas próximas, além dos romances.
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PermalinkAqui no Versos e contos tem também Remorso em brasa, da ladyvanitas, outro texto sobre fogo e o que sobra depois dele. Vale ler os dois em sequência.
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PermalinkPra mais rua virando poesia, vale ler BRIGA DA IPIRANGA COM A SÃO JOÃO, do BeneditoMoraisdeCarvalho, aqui no Versos e contos. Lá duas avenidas de São Paulo viram personagens.
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PermalinkA navalha. Uf.
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PermalinkCorpus liberum, da ladyvanitas, aqui em Versos e contos, também tem serpente e um corpo que se declara independente. Lê bem ao lado deste.
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PermalinkRua vazia de chuva, garota prateada atravessando, coruja de noite. Li isso com a luz acesa 😅
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PermalinkGostei demais do corvo pousando no ombro dela, dá um medinho bom! E eu toda vez caindo pra dama de vermelho igual kkk
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