Ela corre na noite fria, chora com medo.
Ela se ajoelha pra pedir perdão por todos os seus erros.
Eu corto, no banco de trás, todos os seus sonhos.
Eu corto no banco de trás, com a lâmina em pânico.
Fiz um pacto, então venda a merda da sua alma.
Eles cruzam à minha reta, querem roubar a verdade,
mas o caminho é meu, sou eu quem faz as vontades.
Rodeado pelos ratos, eu mantenho a calma.
Respiro fundo, abro o livro e escrevo minhas páginas.
Ela chora sangue, pele vermelha dentro da sauna.
Atrás do livro da verdade, eu vejo a sua alma.
Você grita a verdade, mas eles só escutam a farsa.
Sua voz ecoa, ninguém dá o mínimo às suas vontades.
Eu tento te ajudar, mas minhas lágrimas estão manchadas.
Você segura minha mão, com cacos de vidro enfiados.
Ela fala algo, mas eu gosto só na prática.
Se jogue do castelo, garota, tenha calma…
Não para, não para, não para, não para!
Pisei na minha sombra, e a energia era fraca…
Que merda!
Que droga!
Garota mimada, você me deixa ansioso,
com vontade de tirar minha vida com uma faca.
Então fale que me ama em voz alta,
se não quiser perder a sua alma.
Garotinha, dance com a morte.
Bebi seu sangue em coma alcoólico.
Dance e se jogue.
Seu brilho envolve…
O brilho dessa luz é forte.
Por favor, não me cegue.
Eu quero alcançar sua pele.
No outono, ela se perde.
Eu te encontro na neve.
No parque, cantando…
Eu escrevo na sua pele.
Pertença a mim, garota da neve.
Aparece pra mim…
Garota neve.
Nesse castelo em que a gente casa,
escrevo sua história num papel rasgado.
O seu livro já foi apagado?
O meu livro está rasgado…
Virou cacos espalhados.
Com a pena do corvo, escrevo
sobre todos os seus pecados.
Ela é tão intensa, me queima com a neve.
Tenho tanto medo dela…
— POR FAVOR, ME PROTEGE!!!
Não gosto dela, me cheira a dor.
Sinto que tô me apagando aos poucos.
Corra, garota, fique com medo.
A sua luz realiza meus desejos.
Não gosto da sua luz…
Ela tem que estar apagada.
Um, dois e três…
A gente se mata.
Um, dois e três…
Você se mata.