Pelas ruas vazias chuvosas
Languidez, a noite das rosas
A dama de vermelho me passou a sensação calorosa
Nunca mais vi ela tão linda, venenosa.
Me enganou como uma cobra.
No meu interno se afundou nas mágoas.
A clamar à lua sobre o sangue errou
A tez transparente da alma cegou
Se eu puder tocar a harpa
Só o meu firmamento cantou
No eterno limbo cairei
Na alvorada renascerei
Das cinzas cairei
De novo, me apaguei
A transição do dia nunca acaba
Atravessando a rua olhei para a garota prateada
Sentimentos de lata
Como uma navalha
Ela me cortou; eu esperava.
Como um eterno corvo
No seu ombro pousarei
Como uma coruja a noite
Através do seu olho guiarei
A luz se virou contra mim
mais uma vez
E sobre os seus braços eu cairei
Ceifarei o destino no qual escolhido
Por nêmesis eu fui reconhecido
Como a missão de corromper
O meu próprio destino.