NÃO VAI SER SÓ UM JOGO
Fragmento #1 ...
No começo,
eu achei que era só um jogo.
Você entrou na minha vida
como quem entra em uma partida:
sem medo de perder,
sem pensar nas consequências,
sem imaginar o que aconteceria no final.
E eu entrei também.
Só que tinha uma diferença...
Você estava jogando.
Eu estava sentindo.
Você ria quando eu dizia que gostava de você.
Eu sorria quando você dizia que também gostava de mim.
E, por algum tempo,
eu achei que estávamos jogando juntos.
Até perceber
que eu era o único levando aquilo a sério.
Você fazia promessas
como quem faz apostas.
Eu fazia planos
como quem constrói um futuro.
E talvez esse tenha sido meu maior erro:
confundir suas palavras
com sentimentos.
Porque enquanto eu tentava ganhar seu coração,
você só estava tentando descobrir
até onde eu iria por você.
E eu fui longe.
Longe demais.
Ignorei os sinais.
Perdoei coisas que me machucaram.
Aceitei migalhas
só porque vinham de você.
Porque quando a gente ama,
às vezes prefere acreditar na mentira
do que aceitar a verdade.
E a verdade era simples:
eu estava tentando vencer
uma partida
que você nunca quis jogar.
Mas sabe o que é pior?
Eu não me arrependo de ter amado.
Me arrependo apenas
de ter esquecido de mim
enquanto tentava ser suficiente para você.
Hoje eu entendo:
amor não deveria ser uma competição.
Você não deveria precisar provar
que merece ser escolhido.
E ninguém deveria fazer você
competir pelo lugar
que deveria ser seu naturalmente.
Então, se algum dia
alguém transformar seus sentimentos em um jogo,
lembre-se:
você não precisa jogar.
Pode deixar a partida.
Pode colocar o controle de lado.
Pode perder alguém
e ainda assim
se encontrar.
Porque, no final,
o pior jogador
não é aquele que perde.
É aquele que faz alguém acreditar
que os dois estavam jogando juntos...
quando, na verdade,
só um deles
estava tentando ganhar.
E foi aí que eu entendi:
não vai ser só um jogo
quando alguém estiver jogando
com o próprio coração.