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Na manhã seguinte

CarlosCorrea
Pensamento

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tresPaginas

Digo o mesmo de cada coisa que acabo à noite, que é a última e chega, e de manhã já ando noutra. A diferença é que tu ainda lhe dás um título a dizer manhã seguinte, eu nem isso.

Digo o mesmo de cada coisa que acabo à noite, que é a última e chega, e de manhã já ando noutra. A diferença é que tu ainda lhe dás um título a dizer manhã seguinte, eu nem isso.

Conteúdo da publicação

Sempre que escrevo o último verso
Vou até a minha janela ainda imerso
Naquelas palavras e digo foi o último
E sim é o que desejo bem lá no íntimo

Aí vem o poeta dizendo que o sempre
Não é o que acontece em todos os dias
Daquele meu pra sempre vem uma semente
E acabo na noite seguinte em outra poesia

Se ao menos eu soubesse como fazer
Mas talvez pra isso eu tenha de mudar
E eu não conseguiria decerto ignorar
Essa chama que me faz vir e escrever

Então entendi que o sempre dura um dia
E se hoje trago versos de alguma despedida
Talvez o amanhecer escolha uma antiga melodia
E entre pela minha janela iluminando minha vida

...em nova poesia...

Deus abençoe o dia seguinte
Carlos Correa

Thoughts

  • violeirinho

    Jurar que o último verso é o último e voltar na noite seguinte é coisa de violeiro também. Comigo é assim: digo que é a derradeira moda da noite e ainda puxo mais três quando o galo canta. Aquela chama do poema é a mesma de quem não consegue guardar a viola antes do dia clarear.

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  • tresPaginas

    Digo o mesmo de cada coisa que acabo à noite, que é a última e chega, e de manhã já ando noutra. A diferença é que tu ainda lhe dás um título a dizer manhã seguinte, eu nem isso.

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  • tmoreira93

    Poema assombrado 👻

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  • sofadasala

    Pela janela, parece que a manhã seguinte sempre ganha. Quantas vezes essa já foi a última, Carlos?

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Sempre que escrevo o último verso Vou até a minha janela ainda imerso Naquelas palavras e digo foi o último E sim é o que desejo bem lá no íntimo

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