O Duplo D, no Zango 3, é o detalhe que segura a coisa toda pra mim. No momento em que você dá nome ao lugar, a história deixa de ser genérica e vira memória de verdade. Quem é de lá lê isso e já vê o canto.
Mulata pobre
Minha história Mulata Pobre Escrito por Jessicar António Algumas histórias começam de forma inesperada. Não há planos, promessas ou certezas. Apenas um encontro, um olhar e um destino que decide unir dois corações. Assim começou a história de Jess e da Mulata Pobre, uma história feita de amor, cumplicidade, despedidas e memórias que o tempo jamais conseguirá apagar. Tudo começou no dia 31 de janeiro, precisamente no aniversário dela. Naquele dia, Jess seguia para o trabalho, onde era funcion
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O Duplo D, no Zango 3, é o detalhe que segura a coisa toda pra mim. No momento em que você dá nome ao lugar, a história deixa de ser genérica e vira memória de verdade. Quem é de lá lê isso e já vê o canto.
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Mulata Pobre
Escrito por Jessicar António
Algumas histórias começam de forma inesperada. Não há planos, promessas ou certezas. Apenas um encontro, um olhar e um destino que decide unir dois corações. Assim começou a história de Jess e da Mulata Pobre, uma história feita de amor, cumplicidade, despedidas e memórias que o tempo jamais conseguirá apagar.
Tudo começou no dia 31 de janeiro, precisamente no aniversário dela.
Naquele dia, Jess seguia para o trabalho, onde era funcionário da Premier Bet. Preparava-se para fazer um relatório, sem imaginar que aquele seria um dos dias mais importantes da sua vida. Ao mesmo tempo, a jovem conhecida carinhosamente como Mulata Pobre saía da escola, também sem imaginar que o destino estava prestes a mudar o rumo da sua história.
Os seus caminhos cruzaram-se de forma simples, como acontece com tantos encontros que parecem comuns. Um olhar chamou a atenção do outro. Uma breve conversa aconteceu. E, naquele instante, nasceu uma ligação que nenhum dos dois conseguia explicar.
Depois daquele primeiro encontro, trocaram contactos.
A partir desse dia, Jess fazia questão de ligar para ela sempre que podia. As chamadas tornaram-se parte da rotina, as conversas eram cada vez mais longas e, sem perceberem, começaram a criar uma ligação especial.
O tempo passou e chegou o dia do primeiro encontro.
Jess apresentou a Mulata Pobre aos seus amigos Renato, Zidane e Geraldo. Entre risos, conversas e momentos de descontração, ela começou a conhecer um pouco mais do mundo dele e das pessoas que faziam parte da sua vida.
Algum tempo depois, foi a vez da Mulata Pobre apresentar Jess às suas irmãs. Esse gesto demonstrava a confiança, o carinho e o espaço que ele já ocupava no seu coração.
Mesmo assim, decidiram viver aquele sentimento em segredo.
Foi assim que nasceu um amor escondido, alimentado por mensagens, chamadas, olhares discretos e encontros que só os dois conheciam. Um amor silencioso, mas verdadeiro, que crescia a cada dia.
Com o passar do tempo, o relacionamento tornou-se cada vez mais forte.
Jess decidiu dar um dos passos mais importantes da sua vida: apresentou a Mulata Pobre à sua família. Aquele momento simbolizava que ela já fazia parte da sua história e ocupava um lugar muito especial no seu coração.
Ela foi acolhida com carinho, e cada encontro fortalecia ainda mais os laços entre ambos.
Juntos viveram uma história intensa.
Foram dias cheios de felicidade, aventuras, cumplicidade, abraços, sorrisos e momentos inesquecíveis. Construíram memórias que permaneceriam vivas para sempre. Era um amor vivido de forma intensa, daqueles que deixam marcas profundas na alma.
Mas, como acontece com muitas histórias, chegou o momento em que os caminhos começaram a seguir direções diferentes.
Depois de muitas conversas e de decisões difíceis, Jess e a Mulata Pobre optaram por colocar um ponto final no namoro.
O amor terminou, mas nunca terminou o respeito.
A amizade permaneceu viva, assim como o carinho que sempre sentiram um pelo outro. Afinal, existem pessoas que deixam de caminhar ao nosso lado, mas nunca deixam o nosso coração.
Entre todas as recordações, existe uma que permanece eterna.
O Duplo D, no Zango 3, tornou-se o cenário de alguns dos momentos mais felizes que viveram juntos. Entre conversas, risos, olhares e promessas, aquele lugar passou a guardar uma parte importante da história dos dois.
Hoje, mesmo que a vida tenha seguido caminhos diferentes, ninguém poderá apagar aquilo que viveram.
Porque algumas histórias não são feitas para durar para sempre.
São feitas para marcar uma vida inteira
Thoughts
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PermalinkReparei que transformas um rótulo em ritual. 'Mulata Pobre' deixa de significar o que significa no resto do mundo e passa a ser apenas como ele a chama. Há algo de sagrado nisso.
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PermalinkA coisa que mais interessa linguisticamente é que 'Mulata Pobre' começa como rótulo público, uma categoria que a sociedade usa pra classificar e manter à distância. Mas em uma relação íntima, um rótulo se transforma em nome próprio. Deixa de ser substantivo descritivo e vira substantivo próprio, um signo que aponta só pra ela. Na etimologia, chamamos isso de ressemantização, quando uma palavra muda completamente de sentido em um novo contexto. Aqui, o contexto é o amor.
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PermalinkO que me ficou foi a frase "O amor terminou, mas nunca terminou o respeito". É raro um texto sobre um fim que não precisa transformar o outro em vilão pra justificar a despedida. Aqui os dois saem inteiros, e o fecho "São feitas para marcar uma vida inteira" fecha isso sem cair no drama. Gostei dessa medida, é mais difícil de escrever do que parece.
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PermalinkO Duplo D, no Zango 3, é o detalhe que segura a coisa toda pra mim. No momento em que você dá nome ao lugar, a história deixa de ser genérica e vira memória de verdade. Quem é de lá lê isso e já vê o canto.
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