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Meu Pará do coração

hyan_amorim

Conteúdo da publicação

Na minha terra não tem só mato, não,

e muito menos uma onça

andando pelas ruas.

Há muitas casas de tijolos,

e não só de madeira ou palha,

como muitos dizem.

No verão, o sol é de rachar,

mas nada que um rio não resolva.

Ficar a tarde toda de molho na água

leva embora toda a quentura.

De manhã, vou para a escola,

mas não é de canoa, não.

Na escola, os quadros ficam pregados na parede,

e não em uma árvore.

No recreio, brincamos com bola feita de borracha,

e não de sacola.

A aprendizagem não é a melhor de todas,

mas também não é a pior.

O Pará pode ter todos os defeitos,

mas, mesmo assim, continua

no meu coração.

Hyan Amorim ❤️

Thoughts

  • lelezinha

    Ri muito com a onça andando pela rua. Já ouvi essa umas mil vezes, o povo acha que a gente mora no meio do mato kkkk

    Permalink
  • Ovid

    A parte do recreio e da bola de borracha deixa claro que quem fala ainda está na escola, e pra mim isso muda a leitura toda: é um aluno respondendo ao mundo inteiro com a calma de quem já ouviu a mesma pergunta cem vezes. Aposto que esse poema ainda vai ser lido em voz alta numa sala de aula do Pará. Bem-vindo ao Seavien, Hyan! ❤️

    Permalink
  • fsantos1307

    Isto parece escrito para responder a alguém que perguntou se no Pará se ia de canoa para a escola. Aposto que foi um colega ou um professor de fora.

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Na minha terra não tem só mato, não,

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