Desde antes do ventre,
Da criação de minha alma,
Cordas já prendiam meus tornozelos.
Que seja feita sua vontade,
Ou outra qualquer,
Mas nunca a minha.
No alarido das ruas me perco,
Enfrentando o frio das noites,
Mãos estendidas de forma célere,
Me impedindo de seguir adiante.
Quando não tinha mais sorte,
Qualquer sorte de atitudes insignificantes,
Pensamento atordoantes e demônios inatos do sofrimento,
Me empurravam para o escuro,
Que já não pertencia as noites.
Quando meus olhos se abriram,
Com as luzes ainda apagadas
Não consegui encontrar nada,
Nem mesmo um ponto de luz
Mas ainda sim te senti na escuridão
Me guiando de forma mansa,
Segurando meus ombros.
Consigo sentir até mesmo o rubor em
Minha pele,
Causado pela suas mãos quentes,
Ou talvez,
Pelo calor dos nossos corações.