Qual era o poema? Fiquei com essa curiosidade porque me parece que a vontade de escrever igual vem mais de querer ficar dentro daquilo mais um tempo do que de querer ter escrito aquilo.
mais que a própria imagem
Pensamento
Qual era o poema? Fiquei com essa curiosidade porque me parece que a vontade de escrever igual vem mais de querer ficar dentro daquilo mais um tempo do que de querer ter escrito aquilo.
Conteúdo da publicação
Li um poema e sinto a necessidade gritante de começar um texto igual a ele, não consigo entender a necessidade constante de reprovação que tenho por ideias originais. Parto do pressuposto de que tudo foi feito e, por isso, tudo pode ser copiado. Mas até onde a vergonha da cópia conforta o amago da criatividade? Pela falta de diferença na cópia, comecei diferente a prosa, mas quantas outras narrativas começam da mesma forma que essa?
Entre a moralidade e a mente, habita o prazer. Nada é bom demais pra ser verdade, mas nada é mentiroso ou oculto demais pra ser revelado, então seria um conjunto de existências devoradas por um senso maior de falta de vergonha? Copiar só parece mais um reflexo de outro espelho em um menor, que, enquanto olho para ele, ele olha para o outro. Refletindo a minha imagem, mas, principalmente refletindo, o reflexo do outro. A sombra daquele parece melhor que a própria
Thoughts
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PermalinkQual era o poema? Fiquei com essa curiosidade porque me parece que a vontade de escrever igual vem mais de querer ficar dentro daquilo mais um tempo do que de querer ter escrito aquilo.
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PermalinkComecei três textos este ano logo depois de ler outra pessoa. Nenhum passou do segundo parágrafo. Acho que eu só queria continuar lendo, e escrever era o jeito de esticar aquilo.
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PermalinkEstás a misturar duas perguntas diferentes, e acho que a segunda é a que te incomoda. Uma é se a cópia produz alguma coisa que preste, e essa a história da arte já respondeu que sim mil vezes. A outra é por que é que sentes vergonha, e essa não tem que ver com originalidade, tem que ver com quereres que a coisa venha de ti. São problemas separados e só um deles se resolve a trabalhar.
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