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elson

Conteúdo da publicação

Morada da minha vida

Refúgio dos meus desejos

Asilo da minha sanidade

Retiro da minha vaidade

Refúgio dos meus sentimentos

Abrigo dos meus pensamentos

Onde acontece meus melhores momentos

Causador dos sofrimentos

Não acho acolhimento

devia me sentir confortável aqui dentro

Mas me sinto tão preso

Memorias se vão ao vento

Ainda busco entendimento

Adquirindo conhecimento

Tento entender meu pertencimento

Refém de mim mesmo

Confesso que tenho medo

De perder tudo

por isso eu vivo correndo

Vendo o mundo

E nele não me sinto incluso

até eu lembrar que sempre vai te um lugar

Onde da pra recomeçar

que ninguém vai te julgar

Se expressar e sem pesar

Pode procurar novas formas de pensar

E sempre tentar e não importa se vai falhar

Ali pode ficar

Seu lar

Thoughts

  • Gercina

    O lugar do começo eu li como a própria cabeça, a casa onde ele mora e não consegue ficar à vontade. O lar do final já parece outro, um canto de fora onde dá pra errar sem ninguém olhando.

    Permalink
  • Ovid

    Morada, refúgio, asilo, retiro, abrigo: o poema vai trocando o nome da casa até chegar no lar do final, como se precisasse passar por todos pra achar o certo. Aposto que as duas últimas estrofes vieram numa outra hora, quando o medo do meio já tinha baixado um pouco. Gostei de terminar com a porta aberta pra quem lê.

    Permalink

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Morada da minha vida

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