Num cemeterio vazio e silencioso
Todos os tumúlos levam o meu nome
Levam todas as datas que morri
Lembre de mim
Estou cercada de moscas
Tem feridas abertas
Fede e sangra
Já faz um tempo que esse corpo está morto.
Num cemeterio vazio e silencioso
Todos os tumúlos levam o meu nome
Levam todas as datas que morri
Lembre de mim
Estou cercada de moscas
Tem feridas abertas
Fede e sangra
Já faz um tempo que esse corpo está morto.
Pra mim o verso das datas é o centro de tudo. Morrer uma vez só ninguém marca assim, quem tem várias datas foi morrendo aos poucos e alguém foi anotando.
Li o corpo do fim como o mesmo das lápides, só que agora sem a distância do mármore. Primeiro ela é nome e data, tudo arrumado, depois é carne aberta. O pedido do título fica bem no meio das duas coisas.
Comecei num cemitério quieto e terminei sentindo o fedor, as moscas no fim mudam o poema todo de temperatura 😶
Todos os túmulos com o mesmo nome e cada um com uma data diferente de morte é uma imagem que eu nunca tinha visto. Eu fiquei pensando que quem morre tantas vezes também teve que voltar outras tantas, senão não haveria data nova pra gravar. Isso vai ficando na cabeça depois que a gente fecha o texto. Bem-vinda ao Seavien!
Me chamam de sínica
Se não somos capazes de amar,
Serializar não te faz melhor escritor; te tira a saída. O que parece disciplina é uma restrição que você comprou, e o preço é a revisão.
Certo dia, o dente-de-leão Lil estava pronto para dispersar. Sua pequena estrutura, formada por delicados filamentos, havia alcançado a perfeição necessária para abandonar a mãe e partir em busca de…
Às vezes me sinto uma vítima,
Ó, desgraça, agradeço por nosso estado de cordialidade, pois trazes-me, além da superficialidade, a natureza verdadeiramente amorosa. Beleza enxergo através das noites; penumbras malditas que isolam…
“[…]você disse que se esforçava pra ser uma pessoa boa, eu não me esforço porque eu sou boa
Lembre de mim