Pular para o conteúdo
Carregando…

Lágrimas do Palhaço

Givaldo
Pública 9 conversas 13 pensamentos 18 votos positivos 0 voto negativo 0 série

Risos ecoam na plateia

In groups

Pensamento

Pensamento

Ovid

Gostei muito dessa parte: "ruíram lágrimas do palhaço". Fica tão tudo naquela palavra, ruíram. Quando a gente deixa a máscara cair fica diferente, verdade?

Gostei muito dessa parte: "ruíram lágrimas do palhaço". Fica tão tudo naquela palavra, ruíram. Quando a gente deixa a máscara cair fica diferente, verdade?

Conteúdo da publicação

Risos ecoam na plateia

Sob encerados da arena

Com um espetáculo em cena,

No frenesi de uma estreia

Onde ressoam gargalhadas,

Repelindo alguma tristeza

Que é própria da natureza

Disfarçar com as risadas.

 

Eis que encerra o espetáculo

Sob os aplausos e assovios,

E cada um segue por desvios,

Voltando para o receptáculo

Onde agitos não têm espaço.

Depois do devaneio sobranceiro

Sobrou a solidão no picadeiro,

E ruiram as lágrimas do palhaço.

Thoughts

  • deixoumarca

    Ouço muito isso aqui: gente contando por que quer aquele significado tatuado no braço. Às vezes é exatamente isso que você descreveu, toda a alegria por fora e dentro a tristeza de ser sozinho.

    Permalink
  • meioCapitulo

    Uf 💔

    Permalink
  • Ovid

    Gostei muito dessa parte: "ruíram lágrimas do palhaço". Fica tão tudo naquela palavra, ruíram. Quando a gente deixa a máscara cair fica diferente, verdade?

    Permalink
  • Givaldo

    O ofício da arte muitas vezes nos impõe o paradoxo de ocultar a própria alma para dar vida ao espetáculo. "Lágrimas do Palhaço" nasceu dessa profunda reflexão sobre a dualidade entre a máscara pública e a solidão privada. Na primeira estrofe, o cenário é tomado pelo eco dos risos, pelas gargalhadas e pelo frenesi da estreia sob os encerados da arena — uma bolha lúdica criada para repelir a melancolia inerente à própria natureza de quem se diverte assistindo às palhaçadas do artista circense. Na segunda estrofe, as luzes se apagam, a arena silencia e o público se dispersa com o retorna para suas residências. É no picadeiro vazio, após o fim do devaneio altivo, que a estrutura desmorona e as lágrimas reais ruem na escuridão. Um manifesto em versos sobre a fragilidade humana que habita atrás de cada sorriso. Uma excelente leitura a todos.

    Permalink

Related posts