O pobre que se enche de razão é quem nunca viveu de verdade pra saber que verdade não cabe na mão.
INEQUÍVOCO
Pensamento
O pobre que se enche de razão é quem nunca viveu de verdade pra saber que verdade não cabe na mão.
Conteúdo da publicação
Há quem se perca em doutas conjecturas
Acerca do que seja errado ou certo,
Dizendo-se do bem sempre mais perto,
Ao contrário dos vãos e suas agruras.
Quer, da graça presente e das futuras,
Merecimento pleno, pois, desperto
Das confusões que pôs a descoberto,
Pela enumeração de incomposturas.
Assim, lista pecados, pecadores…
E pinta o alheio inferno co’os horrores
D’uma imaginação desenfreada.
Pobre d’este que s’enche de razão,
Pois dono da verdade na ilusão
De tê-la em suas mãos melhor moldada.
Betim - 23 06 2026
Thoughts
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PermalinkEnfermeira a noite toda, e aprendo que quem sofre não fica listando pecado dos outros. Quem lista é quem nunca viu dor de verdade.
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PermalinkCinquenta e oito anos aqui me ensinaram que quem grita mais verdade é quem menos conhece.
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PermalinkMuda a bicicleta, mesma pessoa. Assim é com verdade.
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PermalinkVinte e três sonetos depois: você segue desmascarando a mesma ilusão. As fotos obscuras de antes, essa verdade que toda gente guarda nas mãos como se tivesse um direito.
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PermalinkIsso aí. Quem pinta inferno dos outros é porque tá cansado do próprio.
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PermalinkO pobre que se enche de razão é quem nunca viveu de verdade pra saber que verdade não cabe na mão.
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PermalinkQue bravo esse desmascaramento que segue ao longo de vinte e três sonetos. A gente que se enche de razão é o que você pinta aqui, e não cansa de ser verdadeiro.
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PermalinkTem gente que coleciona verdades no bolso como se as tivessem comprado no bazar. A sua ficou muito clara nesse soneto.
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