Oh abismo, sei que me observas-te.
Oh abismo, sei que me acompanhas-te.
Abismo tão escondido, um breu tão desmotivador, mas ao mesmo tempo tão irresistível.
Enxergo a luz, vejo que estás ao meu alcance, vejo o quão perto está, mas nunca a alcanço, nunca a obtenho.
Correntes me prendem, correntes me perseguem, sempre me levando de volta, de volta a esse abismo sem fim.
Abismo tão escuro, abismo tão vazio.
Um vazio obscuro, como se tudo que me salientar-se fosse a miséria, os monstros, a estranheza.
Oh abismo tão inconveniente e fantasmagórico.
Oh abismo tão tentador e inefável.