Escrevo quando algo rompe.
Quando há uma fissura
entre o consciente
e o inconsciente.
Não aviso.
Não planejo.
Acontece.
Pode ser uma chuva fora de hora.
Ou um gesto
frio,
preciso,
calculado.
E, de repente,
algo em mim se abre.
É passagem.
A escrita vem assim:
como um atravessamento.
Eu apenas escolho ficar.