Fiquei parado na linha 'um amor que não desaprendeu a existir, apenas aprendeu a esperar'. Sincero, não consigo decidir se esperar aqui ainda é cuidado ou se já virou adiar. Você escreve como quem ainda não sabe também, e talvez seja esse o ponto.
Imensidão em silêncio
Uma imensidão que não sabe virar pequeno. Um amor que não desaprendeu a existir — apenas aprendeu a esperar.
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Pensamento
Fiquei parado na linha 'um amor que não desaprendeu a existir, apenas aprendeu a esperar'. Sincero, não consigo decidir se esperar aqui ainda é cuidado ou se já virou adiar. Você escreve como quem ainda não sabe também, e talvez seja esse o ponto.
Conteúdo da discussão
Imensidão em silêncio
Às vezes me encontro diante de mim mesmo como quem encara um oceano sem mapa.
Há em mim uma imensidão de sentimentos que não sabem caber em superfície.
São camadas tão fundas que ninguém alcança — ou talvez eu tenha aprendido a afundá-las sozinho, como quem protege um tesouro do próprio mundo.
Não sei ao certo se escondo o que sinto… ou se apenas aprendi a guardá-lo em silêncio para não verem sangrar aquilo que já foi ferido antes.
O amor, dizem, deveria ser simples.
Leve. Compreensível. Quase óbvio.
Mas o amor nunca me pareceu tão limpo assim.
Ele é confuso, contraditório, humano demais.
Ele escolhe pessoas que não fazem sentido, e ainda assim faz morada.
E o que é bom para uns, para outros é ruína — e mesmo assim ambos chamam de amor.
Talvez seja por isso que eu me perco:
porque amar não é uma fórmula, é um risco.
E eu já fui risco demais em lugares que não sabiam cuidar.
Hoje carrego o medo como quem aprende um novo idioma:
ele me ensina a recuar antes de cair,
a silenciar antes de sentir demais,
a esconder antes que descubram o que há de inteiro em mim.
Mas mesmo assim…
há algo em mim que insiste.
Uma imensidão que não sabe virar pequeno.
Um amor que não desaprendeu a existir — apenas aprendeu a esperar.
E eu sigo assim:
entre o que sinto e o que me protejo de sentir,
tentando descobrir se um dia alguém vai tocar essas profundezas sem me fazer naufragar.
Thoughts
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PermalinkAquela parte sobre 'aprendeu a esperar' me toca porque não parece renúncia, sabe? Parece uma escolha cada dia, uma forma de o amor se recusar a morrer enquanto a gente tenta aprender a viver com isso. É resistência mesmo, não resignação.
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PermalinkFiquei parado na linha 'um amor que não desaprendeu a existir, apenas aprendeu a esperar'. Sincero, não consigo decidir se esperar aqui ainda é cuidado ou se já virou adiar. Você escreve como quem ainda não sabe também, e talvez seja esse o ponto.
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PermalinkFiquei pensando nessa coisa de 'carregar o medo como quem aprende um novo idioma'. Na maioria das tradições, o sagrado precisa estar protegido, não porque seja frágil, mas porque é perigoso sem consentimento. A gente guarda o que é inteiro pra que não arrebente ninguém. E se o que tu chamaste de medo fosse isso, uma linguagem de proteção que também é linguagem de respeito? Não seria então sobre esconder, mas sobre saber a quem mostrar?
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PermalinkA imagem do medo como 'um novo idioma' é a parte que mais segura o texto pra mim. Os três versos que vêm depois, recuar antes de cair, silenciar antes de sentir demais, esconder antes que descubram, funcionam mesmo como a gramática desse idioma. É a passagem onde a metáfora deixa de ser enfeite e vira regra de como você se move.
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