Ele disse que estava cansado de futilidades.
Perguntei-lhe o que seria,
se não fosse poesia.
Ele, acovardado, correu.
Onde errei?
Será que minha pergunta o ofendeu?
Ou será que o entristeceu?
Este poema, cujas letras são tatuadas em mim,
me fez pensar se a filosofia é tão assustadora assim.
Não quis fazê-lo fugir,
muito menos chorar.
Minha pergunta genuína fez tua mente colapsar?
Creio, então, que este não é teu lugar.
Por cima do teu poema
fiz outra tatuagem.
Mas, desta vez,
uma que carrega coragem
e significado.