FRIAGEM
Aos poucos, percebi,
perante a pergunta,
Nos correios, recebi
uma carta de volta.
.
Em valete, um flerte
da admirada minha
Pensei: será um teste?
Não era o que tinha.
.
Só juvenil, calo,
pensando num viria
No dia da gente,
de uma farta fria,
Não um abalo quente,
como o dia que sente
Uma agente heresia,
faz engolir o asco,
Pranto em cortesia.
Da vida refaz caco
Dentre as alcovas,
ou dentre as covas
Do que será ou será.
A primeira carta,
.
Dizer o que trata
para evitar gritar
Ao centro da mata,
pensando no fará.
.
Não sei se sei jogar,
com as quais letras
Vou para ti vogar
ou será como raras
.
Na casa do nada,
ou na morada dela,
A parada fadada
da falta de sentido
Em falas ao ouvido,
que se dá na lida,
No dia que se sente
uma volta da gente...
.
Nesse mundo se deu
a taça velada,
Graça passa ao dia a dia,
sem uma esperança,
Em valas a vilas
deste rasgado véu.
.
Nas grades do dia,
ou fechada a sala,
A santa da vinda
Ou um todo de si ateu,
Em falta querer vida,
pode ser até meu,
Ou será mais seu.
Só se olho no abismo,
Capaz, e que eu cismo.