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FOGO MORTO

RicardoC
Pública 2 conversas 4 pensamentos 12 votos positivos 0 voto negativo 1 série

FOGO MORTO O amor ardera até me reduzir A cinzas d'um desejo ora apagado. Qual engenho de fogo morto, o Fado Fez-me ruína e pó sem mais porvir.

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brunocosta

Fogo morto era como chamavam o engenho de açúcar que parou de moer, e o José Lins do Rego tem um romance com esse nome. Lido assim, o amor do soneto vira usina parada, chaminé fria e o canavial em volta esperando.

Fogo morto era como chamavam o engenho de açúcar que parou de moer, e o José Lins do Rego tem um romance com esse nome. Lido assim, o amor do soneto vira usina parada, chaminé fria e o canavial em volta esperando.

Conteúdo da publicação

FOGO MORTO

O amor ardera até me reduzir
A cinzas d'um desejo ora apagado.
Qual engenho de fogo morto, o Fado
Fez-me ruína e pó sem mais porvir.

E o pouco que me resta é refletir
Sobre as contradições de meu estado:
Embora extinto o incêndio, rescaldado,
Meu corpo é calentura a ir e vir...

Ao levar-me a alegria mais a calma,
O amor me incendiou a essência d'alma
E esvaziou-me até a última gota.

Não há sequer a Fênix renascida...
No sinistro que agora arrasa a vida,
Vejo apenas os campos da derrota.

Gov. Valadares - 31 03 1994  


Thoughts

  • contoDeSexta

    Eu fico com o primeiro terceto: o amor levou a alegria e ainda por cima a calma, de brinde. Isso é o mais injusto do soneto todo, perder as duas de uma vez.

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  • brunocosta

    Fogo morto era como chamavam o engenho de açúcar que parou de moer, e o José Lins do Rego tem um romance com esse nome. Lido assim, o amor do soneto vira usina parada, chaminé fria e o canavial em volta esperando.

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