Um dia se passou, Brendha continuava presa à cadeira.
O treinamento dos Amarelos começou ao amanhecer, Auron foi para Havana saquear o resto do Palácio.
Brendha já havia perdido a noção das horas, seus pulsos estão feridos pelas cordas e sua barriga roncava de fome.
Cada choque de armas lembrava Brendha da invasão que mudou a sua vida por completo.
Mesmo tentando esquecer, o seu vestido manchado de sangue a lembrava de tudo.
Alain, um dos membros do grupo, aproximou-se de Draka com um sorriso malicioso no rosto.
- E aí, Draka? Não vai dividir a garota com os amigos, não?
Draka o encarou, avançando contra ele com fúria e cortando a língua do companheiro com o machado.
Alain gritou desesperadamente segurando a língua decepada. Enquanto os demais, gargalhavam.
Brendha assistiu tudo horrorizada.
Auron chegou ignorando o corpo de Alain, usando joias saqueadas do reino.
Uma delas chamou a atenção de Brendha: um colar de rubis que brilhava em vermelho intenso.
Ela reconheceu imediatamente a joia.
Sua mãe o usava em todas as cerimônias importantes. E o usou no dia em que foi encontrada morta.
- Esse colar era da minha mãe! Solte ele! - Brendha gritou, tentando se soltar da cadeira.
Auron encarou Brendha com um olhar mortal. Em seguida, arrancou o colar do pescoço e o usou para golpeá-la no rosto, despedaçando-o por completo.
Brendha encarou Auron em silêncio, as lágrimas não vinham apenas da dor. Algo dentro dela começava a mudar.
- Para comemorar a grande felicidade da princesa, vamos prolongar nossa estadia no reino! - disse Auron, gargalhando.
Auron tirou as joias do corpo e as guardou numa das cabanas, ao sair, ele olha para seu grupo.
- Vamos voltar para o reino. Ainda há muito para saquear.
- É seguro deixar as barracas sozinhas durante a noite? - perguntou, um dos membros.
- O Alain vai ficar de guarda, só não sei se ele vai conseguir gritar para pedir ajuda. - respondeu, Draka.
- Não sejam tolos, vamos dormir nas cabanas. Mesmo que tenhamos dominado o reino, continuam nos odiando. - disse, Auron, caminhando na direção do reino ao lado de seus subordinados.
Próximo das cabanas, uma sombra permaneceu imóvel observando Brendha.