Face sob a face,
o reflexo tão trivial.
Faça — e não disfarça —
o outro imposto a mim.
Sobre mim, quem é você?
O meu outro eu, frente a frente,
tão nato em vertente...
O que mais é ausente?
Mais de mim,
pouco de você.
Então não é sobre vestes ou camuflagem:
é estar aqui e marcar a passagem,
é deixar ir,
Existir,
Estar ali,
Influenciar,
Calar-se,
Ouvir,
Ser empático a mim,
ao outro.
É um provir de proficiência,
são validar experiências.
Pois face sob face
são espelho de resiliência,
um gatilho a mais
ou um certo insight,
Um sorrir pra existência.
Em tempos que não voltam mais.
Prosseguir, mesmo de joelhos,
para com o tempo
isento de amor ou compreensão,
mesmo que machuque tua face
ou simplesmente se desfaça.