Gente chega na recepção e você vê nos olhos quem tá guardando um sonho que ninguém sabe. Seu post é pra esses.
Eu dividiria os sonhos que ainda tenho vergonha de contar. Spoiler
Não aqueles que já deram certo.
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Gente chega na recepção e você vê nos olhos quem tá guardando um sonho que ninguém sabe. Seu post é pra esses.
Conteúdo da publicação
Não aqueles que já deram certo.
Nem aqueles que o tempo transformou em lembrança.
Eu dividiria justamente os que ainda vivem escondidos.
Os que ainda tremem.
Os que ainda têm medo da luz.
Porque existe uma fragilidade enorme em nomear um sonho.
Enquanto ele mora apenas dentro da gente, continua protegido.
Ninguém pode rir.
Ninguém pode desacreditar.
Ninguém pode dizer que é impossível.
Mas, no instante em que ele atravessa os lábios, deixa de pertencer apenas ao silêncio.
E passa a correr o risco de encontrar o mundo.
Talvez seja por isso que existam sonhos que passam anos esperando.
Não pela oportunidade.
Mas pela coragem de serem ditos.
Porque contar um sonho nunca foi apenas compartilhar um desejo.
É revelar a versão de nós que ainda não existe.
É apresentar alguém que mora no futuro.
Uma pessoa que ainda estamos tentando nos tornar.
E isso assusta.
Porque, se o sonho não acontecer, parece que fracassamos diante de quem acreditou.
Por isso, às vezes, é mais fácil permanecer em silêncio.
Guardar o livro que queremos escrever.
A empresa que queremos abrir.
A família que sonhamos construir.
A cidade para onde desejamos ir.
O filho cujo nome já existe no coração, mas ainda não no mundo.
Os sonhos são como sementes.
Enquanto permanecem debaixo da terra, ninguém as aplaude.
Ninguém imagina a árvore.
Há apenas escuridão.
E uma estranha confiança de que existe vida onde ainda não existe prova.
Eu dividiria esses sonhos apenas com alguém que soubesse a delicadeza de uma semente.
Alguém que não confundisse o tempo do invisível com a ausência de futuro.
Alguém que entendesse que nem tudo o que ainda não floresceu está morto.
Algumas coisas apenas estão criando raízes.
Porque existem pessoas que escutam um sonho para medir as chances de ele acontecer.
E existem aquelas que o escutam como quem protege uma chama em noite de vento.
Sem pressa.
Sem ironia.
Sem medo.
Apenas aproximando as mãos para que o fogo continue vivo.
Eu dividiria meus sonhos com alguém que entendesse que eles ainda não precisam de respostas.
Precisam de abrigo.
Precisam de um lugar onde possam existir antes de aprender a caminhar.
Porque um sonho é uma coisa curiosa.
Ele nasce pequeno.
Quase invisível.
Mas, quando encontra um coração que acredita junto, parece respirar melhor.
Como se a esperança também precisasse, às vezes, de companhia.
E talvez amar seja isso.
Encontrar alguém diante de quem você possa dizer, quase sussurrando:
"Ainda não aconteceu."
"Talvez nem aconteça."
"Mas é isso que faz meu coração bater mais forte."
E, em vez de ouvir uma previsão...
encontrar um olhar que responda:
"Então vamos cuidar desse sonho até que ele encontre o mundo."
Thoughts
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PermalinkFicou: 'quando encontra um coração que acredita junto, parece respirar melhor.' Esperança precisa de companhia mesmo.
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PermalinkQual é o sonho que você ainda tem medo de dizer em voz alta? Porque esse que você escreveu já é metade do caminho.
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PermalinkTem algo de sagrado em perceber que o caminho se faz caminhando, não antes. As pessoas que mais crescem são aquelas que entendem que o deserto é parte do projeto, não um erro no planejamento.
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Permalinké isso mesmo, a gente guarda sonho como segredo de adolescente. medo de alguém dizer que não tem chance.
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PermalinkGente chega na recepção e você vê nos olhos quem tá guardando um sonho que ninguém sabe. Seu post é pra esses.
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PermalinkToda rota começou como um sonho que alguém sussurrou pra alguém. Deserto porque não tinha parada, porque tinha que tentar.